O Pasquim
 
A primeira edição de O Pasquim é datada de 26 de junho de 1969. Trazia nomes que já eram ou viriam a ser muito importantes na história da imprensa brasileira como Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Claudius, Millôr, Fortuna, Ziraldo e Luiz Carlos Maciel. Tinha ainda colaborações de Odete Lara, Martha Alencar, Sérgio Noronha e Chico Buarque.

Em sua apresentação dizia o seguinte:

O PASQUIM surge com duas vantagens: é um semanário com autocrítica, planejado e executado só por jornalistas que se consideram geniais e que, como os donos dos jornais não reconhecem tal fato em termos financeiros, resolveram ser empresários. É também um semanário definido – a favor dos leitores e anunciantes, embora não seja tão radical quanto o antigo PSD. Até agora O PASQUIM vai muito bem – pois conseguimos um prazo de trinta dias para pagar as faturas. Êste primeiro número é dedicado à memória do nosso Sérgio Porto, que hoje deveria estar aqui conosco. No mais, divirtam-se – enquanto é tempo e não chega o número dois.

Desde o primeiro número, O Pasquim trazia Sig, um rato desenhado por Jaguar. O personagem interferia em praticamente todas as matérias, artigos, entrevistas e até nos anúncios.

Ibrahim Sued, conhecido colunista social, foi o primeiro entrevistado. Quando perguntado se teria condições de entrar para a Academia Brasileira de Letras, respondeu:

Não, não – eu já sou um imortal. Sou um imortal sem fardão. Não preciso da Academia porque já sou imortalizado. A Academia é que precisa de mim para divulgar as coisas dela.

Na epígrafe do número 1 estava escrito: Aos amigos, tudo; aos inimigos, justiça.

 
Retorna à página da área NÚMERO 1
 

Título
O Pasquim

Lançamento
Junho de 1969

Número de páginas
20