Fon-Fon
 
Poucas palavras, á guiza de apresentação.

Uma pequena... “corrida”, sem grandes dispendios de “gazolina”, nem excessos de velocidade.

Para um jornal agil e leve como o FON-FON!, não póde haver programma determinado (deviamos dizer dostancia marcada).

Queremos fazer rir, alegrar a tua boa alma carinhosa, amado povo brasileiro, com a pilheria fina e a troça educada, com a gloza inoffensiva e gaiata dos velhos habitos e dos velhos costumes, com commnetario leve ás cousas de actualidade.

Em todo o caso, isto já é um programma, felizmente, facil de cumprir, muito mais facil do que qualquer outro, com considerações a a attender e preconceitos a respeitar.

Para os graves problemas da vida, para a mascarada Politica, para a sisudez conselheiral das Finanças e da intricada complicação dos Principios Sociaes, cá temos a resposta propria aperta-se a “sirêne” e... “Fon-Fon!” “Fon-Fon!”

Se a cousa fôr grave de mais, com feições de Philosophia, com dogmas de ensinamentos, aperta-se demoradamente a “sirêne” e ela responderá por nós, profunda e lamentosamente; “Fô... on. Fô... on. Fô... on”.

Assim, leitor amigo, cá estamos nós promptos para o sucesso e... para a gloria.

Desta forma, Fon-Fon se apresentou à sua freguezia, em abril de 1907, abrindo passagem com buzinadas e recheada de desenhos, quase todos de autoria de K. Lixto .

A crônica social e à crítica aos costumes políticos também estavam presentes, sempre acompanhados por charges, fotos e muito bom humor.

 
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Título
Fon-Fon

Lançamento
Abril de 1907

Número de páginas
36