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Flor do Mal
Luiz Carlos Maciel

Sugestão de leitura
Ninon e As Flores do Mal

 
Flor do Mal
 
Lançado em 1971 por Luiz Carlos Maciel, Tite de Lemos, Torquato Mendonça e Rogério Duarte, Flor do Mal foi um dos primeiros jornais contraculturais brasileiros. Sérgio Cabral era o editor.

Na Flor, podia-se fazer qualquer coisa. Seu principal objetivo era dar espaço aos artistas, de vanguarda, contraculturais e malucos de plantão. Não havia projeto gráfico definido e a proposta do produtor de arte, Rogério Duarte, era a de que os textos deveriam ser escritos à mão, que o jornal deveria contar com uma equipe de calígrafos, como os da Idade Média.

A fotografia que aparece na capa do primeiro número foi encontrada por Torquato Neto no chão da redação do jornal Última Hora. Ela mostra a garota Ninon, que desapareceu ao 10 anos de idade, em Belfort Roxo, no Rio de Janeiro. A informação era dada no texto que margeia a foto. Ainda nele, chamadas para outros artigos e a sugestão de queisto não é um jornal para ser lido; é para ser curtido.

O nome Flor do Mal é uma homenagem ao poeta francês Charles Baudelaire, autor de Les Fleurs du Mal. Ele também estava presente na epígrafe que faz o enquadramento da capa na primeira edição. Nela, pode-se ler: “Todo jornal, da primeira à última linha, não passa de um tecido de horrores. Guerras, crimes, roubos, impudicícias, torturas, crimes de príncipes, crimes de particulares, uma embriaguez de atrocidade universal. E é deste aperitivo repugnante que o homem civilizado acompanha sua refeição de cada manhã”.

 
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Título
Flor do Mal

Lançamento
1971

Número de páginas
16