Para você, leitor

Leitores, recebam de novo a sua revista O CRUZEIRO. Tivemos de reformulá-la. E pouco ou nada há a acrescentar ou tirar nas razões apresentadas em outra oportunidade sobre esta deliberação. Nesta Casa, só não existe um pensamento, o de fechar O CRUZEIRO. Se alguém, um dia, pensou nisso, perdeu a viagem, ficou no caminho. A revista vem, agora, preparada para nova etapa. Está por dentro dos assuntos que mais empolgam o País neste momento. Não sacudimos mofo. Olhamos os problemas de frente. Tocamos neles sem covardia, naturalmente com a cautela que convém ao meio-ambiente. Agucemos, então, o apetite dos leitores com os assuntos maiores desta edição, embora na sua área todos tenham a mesma dimensão. Olhemos para capa. É símbolo da nossa gente. Poderemos até chamá-lo de grandeza nacional. Pelé, um santo ou um diabo, ou melhor, as duas coisas, gênio do futebol, mas devoto dos famosos trinta dinheiros... Passemos adiante. A política está fervendo, mas a fogo brando, como convém ao Brasil nesta hora. Uma coisa é certa, o Mestre Cuca tem a torcida geral. Que bom! Só não podemos descobrir no panorama nacional segundas intenções. Seria impatriótico. Procuramos uma definição de direto como coroamento da obra de reconstrução de 64. Nesta procura não há brasileiros fardados nem sem a farda, há, sim, brasileiros, e isto é importante, ciosos do bem-estar comum. Deste modo, e ninguém se assuste, atrás das portas não existem bacamartes nem peixeiras, mesmo que um dos nossos colaboradores de Brasília tenha sangue alagoano nas veias. Teotônio Vilela é um anjo da distensão. E por falar em anjo, o diabo também o foi ou é. Que admirem um Jânio Quadros, cuja cuca está com os parafusos perfeitamente ajustados pensando alto pelo bem do Brasil. Mas não é só disto que vive o leitor. Da moda do mundo também se fala aqui. O dinheiro. Pra nós, ele não tem cor, política, religião. Que os estrangeiros abram a sua bolsa na nossa Bolsa. Não há pecado nessa atitude, quem o diz é Maurício Cibulares, um expert na matéria. Já demos os primeiros passos abrindo a porta ao leitor, agora que ele vá em frente e verá que O CRUZEIRO tem fôlego de sete gatos. Nunca pensou em morrer. Pelo contrário. Está vivinho-da-silva. Até para o mês.

G. M.

 

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