Os 40 do Forte
Tomada do Forte de Copacabana foi decisiva para a vitória da revolução

Foto de Elias Nasser

Copacabana, Pôsto 6. A data é 1º de abril, mas, desta vez, o dia não é de brincadeiras. Assim, quando um grupo de carros particulares parou defronte à entrada do Forte de Copacabana e dêles saltaram quarenta oficiais armados, todo mundo viu logo que era pra valer. Principalmente o repórter de O Cruzeiro, que se encontrava numa janela do 3º andar do edifício onde funciona a TV Rio. Eram 12 horas e 30 minutos.

Vinte oficiais da Escola do Estado-Maior do Exército e vinte da Escola Superior de Guerra, chefiados pelo Coronel César Montanha de Sousa, tomaram pouco depois do meio-dia de 1º de abril, o Forte de Copacabana. A dramática operação foi considerada decisiva para a vitória das fôrças que se opunham ao Presidente Goulart. Chegando ao forte num grupo de carros particulares, os oficiais invadiram, atirando, o QG. Um oficial foi atingido na barriga. Imediatamente, uma ambulância do Hospital Miguel Couto, que acompanhara os carros, levou o ferido. Os outros se encaminharam para o portão do Forte, gritando: Não atirem. São dos nossos! O portão se abriu, houve apertos de mão e continências. Estava configurada a posição revolucionária do Forte de Copacabana.

 

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