Projeto impede igrejas de vender bens de valor histórico

Brasília - Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6533/09, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que proíbe as instituições religiosas que recebem benefícios fiscais do governo de alienar imóveis de sua propriedade com reconhecido valor artístico, cultural ou histórico. Segundo a proposta, a alienação (venda ou transferência da propriedade) poderá acarretar o fim do benefício fiscal.

Alice Portugal alega que a legislação brasileira não proíbe a Igreja Católica, que possui um rico acervo colonial, de vender os templos e outros bens. Ela lembra que no ano passado o Brasil ratificou o acordo diplomático com a Santa Sé, no qual reconhece a importância desse acervo, mas não impede a sua transferência.

Para ela, é preciso garantir que todas as instituições religiosas beneficiadas com imunidades ou isenções se obriguem, como contrapartida, a não alienar os imóveis de sua propriedade. “Esses bens pertencentes às diferentes igrejas existentes no território nacional são, em última instância, bens reveladores da memória histórica e constitutivos da identidade nacional”, disse a deputada.

O projeto tramita de forma conclusiva nas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veja a íntegra da proposta.

Informações da Agência Câmara

Palácio Gustavo Capanema pode ser sede do Comitê Olímpico

Sob Licença Creative CommonsRio de Janeiro – A possível utilização do Palácio Gustavo Capanema como sede do Comitê Organizador dos Jogos e da Autoridade Pública Olímpica pode esbarrar na falta de espaço para abrigar as equipes e depende de reformas a serem feitas no prédio. O imóvel, construído entre 1936 e 1945, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e abriga diversos órgãos dos ministérios da Cultura e da Educação.

A ideia partiu do ministro do Esporte, Orlando Silva, e foi logo divulgada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, durante a viagem de ambos a Londres, na semana passada, mas o Ministério da Educação têm planos de transformar o local em um centro de pesquisas em parceria com a Unesco.

O superintendente regional do Iphan, Carlos Fernando Andrade, afirmou que não havia sido comunicado oficialmente do projeto e levantou dúvidas sobre a viabilidade. “Eu fiquei sabendo disso pela imprensa e me parece que é uma ideia ainda embrionária. Não temos informações sobre qual a metragem quadrada que eles vão necessitar e se é possível de acomodá-los no prédio, que já tem diversas repartições funcionando, sendo utilizado em toda a sua plenitude. Me parece um pouco difícil, pois já são 16 andares ocupados, mas se for uma área viável, poderá ser bom para todo o mundo”, disse Andrade.

A presidente da Associação dos Servidores e Trabalhadores da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Isabel Costa, afirmou que não é contra a utilização do prédio para acomodar os comitês olímpicos, mas frisou que dificilmente haverá espaço no Palácio Gustavo Capanema. O prédio não está ocioso, pois aqui nós temos, além do Ministério da Educação, repartições de três grandes instituições do Ministério da Cultura: a Funarte, o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional e o Iphan. Todos os andares estão ocupados”, disse.

A ideia de utilização do prédio do Palácio Gustavo Capanema encontrou resistência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Alessandro Molon (PT) teme o possível despejo de setores ligados às áreas da cultura e da educação com a chegada do comitê. “Eu considero a iniciativa de despejar a cultura e a educação do Gustavo Capanema um desrespeito à história desse palácio, é à história da cultura e da educação no Brasil. É extremamente importante a realização das Olimpíadas, mas não é necessário, para os Jogos Olímpicos, retirar os servidores do local”, disse o deputado, que iniciou um abaixo-assinado em defesa da memória do palácio e pela preservação da cultura e da educação no prédio.

A iniciativa também foi desaconselhada pelo historiador Milton Teixeira, um dos mais conceituados especialistas em patrimônio histórico na região central do Rio. “Eu não sei o tamanho do Comitê Olímpico e quantos funcionários serão envolvidos. Mas o palácio tem uma série de limitações, pois sendo um prédio tombado não se pode alterar o interior, que é muito voltado a pequenos compartimentos, os lambris têm que ser mantidos, os móveis têm que ser originais ou réplicas perfeitas, e isso representa uma série de limitações”, afirmou.

Para o historiador, o comitê pode ser instalado em outros prédios públicos, que estariam subutilizados. “O próprio Palácio das Laranjeiras, que está vazio e sem nenhum uso”, sugeriu, referindo-se à sede residencial do governo fluminense.

Informações da Agência Brasil

Iphan avalia situação em São Luiz do Paraitinga

Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), realizam nesta terça, 5, uma visita à cidade de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo.

A inspeção fará uma primeira avaliação das construções históricas do município que foi castigado pelas fortes chuvas do último fim de semana. Um levantamento das condições das estruturas que resistiram às águas dará início a um diagnóstico detalhado da situação. Esse trabalho será base para que o Iphan e o Condephaat possam montar as estratégias de recuperação do Centro Histórico. Segundo uma avaliação preliminar do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)), pelo menos 20 casarões da região central da cidade foram afetados.

Informações da Comunicação Socialdo MinC

Serra promete reconstruir o patrimônio de Paraitinga

São Luiz do Paraitinga (SP) – O governador José Serra visitou no domingo, 3, a cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, que teve parte de seu patrimônio destruído pela chuva dos últimos dias. Ele afirmou que vai pedir ao secretário da Cultura, João Sayad, uma avaliação das medidas que o governo estadual e a prefeitura devem tomar para reconstruir os prédios que foram abaixo.

As cheias do Rio Paraitinga, que subiu mais de 10 metros, destruíram a Igreja da Matriz, do século 19, e a Igreja da Nossa Senhora das Mercês. Além disso, existem cerca de 90 prédios históricos tombados, feitos por meio da técnica de taipa de pilão, uma mistura de barro e pedras muito vulnerável às águas. Alguns ruíram, outros ficaram com a estrutura comprometida.

Informações de O Estado de São Paulo