Obra póstuma de Sílvio Barbato é lançada nesta terça

Será lançada nesta terça-feira, 9 de fevereiro, às 12h30, em Brasília, a publicação Valores da Música, obra póstuma de autoria do maestro Sílvio Barbato. A cerimônia contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e será realizada no Salão de Eventos da Confederação Nacional da Indústria (SBN Quadra 1, Bloco C, Ed. Roberto Simonsen).

A iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi) reúne um conjunto de cadernos técnicos desenvolvidos pelo regente e compositor brasileiro para atender ao disposto na Lei nº 11.769/2008, que tornou obrigatório o ensino da música nas escolas públicas do país.

O material didático, composto de livro e de vídeos, será disponibilizado gratuitamente, por meio digital e impresso. Em uma linguagem fácil, é contada a história da música, listados os principais instrumentos musicais, explicado como proceder à leitura de partituras e outras lições.

O maestro Sílvio Barbato figurava entre os passageiros do voo 447 da Air France que, em maio do ano passado, se acidentou durante o trajeto Rio-Paris. Dentre suas funções de destaque, foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Informações da Assessoria de Imprensa do Sesi/CNI
e Comunicação Social/MinC

Herivelto Martins

Nasceu no dia 30 de janeiro de 1912, no Distrito de Rodeio (atualmente Município de Engenheiro Paulo de Frontin), no Rio de Janeiro. Ainda menino, trabalhou na confeitaria do pai, Félix Bueno Martins, foi caixa de um botequim e contabilista numa loja de móveis. Aos 18 anos, mudou-se com a família para São Paulo. Não se adaptou e mudou para o Rio de Janeiro. Foi morar em uma pensão com seu irmão Hedelacy e mais seis pessoas.

Com o irmão, aprendeu o ofício de barbeiro e acabou indo parar em uma barbearia no Morro de São Carlos, onde conheceu o compositor José Luiz Costa, o Príncipe Pretinho, que o apresentou a seu futuro parceiro, J. B. de Carvalho, do conjunto Tupy. Herivelto mostrou a J.B. sua primeira composição, Da cor do meu violão, e este a gravou, em 1932.

Entrou para o conjunto de J.B. e conheceu Francisco Sena, com quem formaria a dupla Preto e Branco. Ainda em 1932, conheceu sua primeira mulher, com quem teve dois filhos: Hélcio e Hélio. Em 1935, Sena faleceu e Herivelto formou nova dupla com Nilo Chagas. No ano seguinte, o casamento terminou e Herivelto conheceu Dalva de Oliveira. Em 1937 nasceu Pery Ribeiro, que viria a ser cantor, e em 1940, Ubiratã.

No fim da década de 1940, acaba o casamento e o Trio de Ouro, formado pelo casal e Nilo Chagas. O Trio deixou 22 discos e seis aparições em filmes nacionais. Inspirado pela dor da separação, Herivelto escreve belas canções retratando seu momento. Começa o duelo musical com Dalva. De um lado, Herivelto e David Nasser; de outro, Dalva, com letras e músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.

Tudo começou com o samba Cabelos Brancos, respondido por Dalva com Tudo acabado. Seguiram-se Caminhemos, Quarto Vazio, Caminho Certo e Segredo, de Herivelto; rebatidas por Calúnia, Errei sim e Mentira de Amor, cantadas por Dalva.

Em 1950, Herivelto formou um novo trio. Seriam várias formações até a década de 80. Em 1952, casou-se com a terceira esposa com quem teve três filhos.

Herivelto Martins faleceu aos 80 anos, em setembro de 1992, em consequência de uma embolia pulmonar.

Informações de Anna Vachianno,
curadora da exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins

Veja Herivelto Martins cantando Ave-Maria no Morro com seu filho Pery Ribeiro.



Dalva de Oliveira

A Rainha da Voz nasceu Vicentina Paula de Oliveira, em 5 de maio de 1917, em Rio Claro, estado de São Paulo. Foi a primeira das quatro filhas do casal Alice do Espírito Santo e Mário Carioca. A família vivia de forma modesta, mas feliz. Após a morte do pai, a vida foi bem mais dura. Vicentina passou por um orfanato, foi arrumadeira, babá, costureira e ajudante de cozinha, até conseguir um emprego de faxineira em uma escola de dança, onde havia um piano. Cantando e improvisando após o expediente, conseguiu integrar um grupo musical ao ser ouvida por um professor. O grupo durou pouco e a jovem procurou fazer um teste na Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e, por sugestão do maestro pianista Antônio Zovetti, adotou o nome Dalva de Oliveira.

A carreira profissional começou por volta de 1934, na Rádio Ipanema, no Rio de Janeiro. Na mesma época, começou a trabalhar no Teatro Cancela, onde conheceu Herivelto Martins, que cantava na dupla Preto e Branco. Logo passou a cantar com eles.

Dalva de Oliveira e a Dupla Preto e Branco, como passaram a se chamar, foram batizados como Trio de Ouro no programa de Cesar Ladeira, na Rádio Mayrink Veiga. Passaram pelos rádios Tupi, Clube e pelo Cassino da Urca. No final dos anos 30, Dalva e Herivelto já estavam juntos.

Em 1947, o fim do casamento foi manchete em todos os jornais e provocou uma polêmica musical jamais acontecida no Brasil. Em 1949, o Trio de Ouro era desfeito e Dalva partia para carreira solo. Em 1950, Dalva e Herivelto passariam a discutir e se acusar mutuamente pelo fracasso do casamento através de músicas: Tudo acabado, Que será e Errei sim. Mais sucesso na carreira profissional, mais problemas na vida pessoal.

Em agosto de 1965, Dalva sofre um acidente. Recupera-se, volta a cantar, mas os tempos eram outros. Ela se afasta para retornar somente em 1970 e estourar com Bandeira branca, marcha-rancho de Max Nunes e Laércio Alves. Em 1972, morre de uma hemorragia no esôfago.

Informações de Anna Vachianno, curadora da
exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins

Abaixo, Dalva interpreta Estrela do Mar (vídeo) e Que será (áudio)








Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor

Estreia nesta segunda, na TV Globo, Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor, protagonizada por Adriana Esteves e Fábio Assunção. A minissérie de cinco capítulos foi escrita por Maria Adelaide Amaral e dirigida por Dennis Carvalho e Cristiano Marques. A exibição será feita após a novela Viver a Vida.

Dalva de Oliveira e Herivelto Martins marcaram a época de ouro do rádio. A minissérie conta a história destes que foram dois dos maiores nomes do samba-canção brasileiro e mostra suas trajetórias de grandes conquistas e perdas significativas.

Dalva de Oliveira sempre teve uma bela voz e o apoio de sua mãe Alice para tentar seguir a profissão de artista. Mas sua carreira deslanchou mesmo quando conheceu Herivelto Martins, memorável compositor e o grande amor de sua vida. Ele, rígido e disciplinador, fez dela sua criação. Cuidando desde o repertório até os arranjos, figurino e coreografia.

A parceria entre os dois, no entanto, era melhor nos palcos do que em casa. Eles são até hoje lembrados não apenas por suas músicas, mas também pela paixão que tiveram. Após o término de treze anos de relacionamento, expuseram suas dores e mágoas por meio das letras de suas canções, embalando o Brasil em seus conflitos conjugais.

Embora muito apaixonada por Herivelto, Dalva nunca chegaria a ser completamente feliz no primeiro casamento. O compositor tinha muitas aventuras extraconjugais, o que a enlouquecia. Ele, no entanto, sempre retornava para casa. Até o dia em que conheceu Lurdes, uma mulher linda, jovem aeromoça, filha de uma tradicional família gaúcha. Foi amor à primeira vista. Para ela, Herivelto fez serenatas, compôs canções e cartas de amor. Por ela, terminou o casamento com Dalva de Oliveira, que teve muita dificuldade em aceitar o fim do relacionamento.

Veja cenas da minissérie.



Imagem de Santos Dumont poderá ser obrigatória em aeroportos

sdumont.jpgBrasília – Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5437/09, do deputado Fernando Chiarelli (PDT-SP), que torna obrigatória a exibição, nos aeroportos nacionais, de imagens de Alberto Santos Dumont (1873-1932), o inventor brasileiro considerado um dos pioneiros da aviação.

A medida pretende homenagear o brasileiro que em 1906 realizou o primeiro vôo mecânico do mundo, em Paris, a bordo do 14-Bis, projetado, construído e pilotado por ele.

A homenagem, disse Chiarelli, resgatará a importância da vida e da obra de Santos Dumont e estimulará o sentimento pátrio.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Veja aqui a íntegra da proposta.

Maurício de Nassau

nassau.jpgO programa De Lá pra Cá desta segunda, 5 de outubro, fala sobre o Conde João Maurício de Nassau. Entre 1624 e 1661, parte do nordeste brasileiro esteve sob a égide da missão de colonização holandesa. Esse período ficou conhecido como Brasil Holandês e um dos personagens mais importantes da época é o Conde João Maurício de Nassau, nomeado para governar a colônia de 1637 até 1644.

O governo de Nassau é reconhecido pela valorização e desenvolvimento de Pernambuco. Foi uma época de progresso econômico, comercial, artístico e intelectual. Humanista, o alemão conquistou a simpatia do povo que o apoiava nas obras realizadas na cidade, a exemplo de quando ele quis abrir um zoológico e a população doou uma grande quantidade de animais selvagens sem que ele pedisse.

Para contar os detalhes dessa história e dessa figura, o programa recebe o historiador e escritor Evaldo Cabral de Mello; o autor do livro Maurício de Nassau e o Brasil Holandês, Fernando da Cruz Gouveia; o escritor Pedro Corrêa Lago; o historiador Ronaldo Vainfas; o cantor Alceu Valença; e o jornalista Leonardo Dantas.

De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).

O programa será reprisado no próximo domingo, 11 de outubro, às 18h.

Cora Coralina

cora.jpgO programa De Lá Pra Cá desta segunda, 21 de setembro, fala sobre a grande poetisa brasileira Cora Coralina. Para debater a obra literária da escritora, o programa convida a atriz Tereza Seiblitz; a presidente da Associação Cora Coralina, Marlene Vellasco; a cantora Elenizia da Mata; a professora de literatura e escritora, Darcy Denófrio; e o professor e sobrinho neto de Cora, Paulo Sérgio Bretas Salles.

Cora Coralina nasceu no Goiás Velho, cidade desbravada pelos bandeirantes à procura de ouro. E esse é o principal tema de suas poesias. Cora foi uma mulher simples, doceira e que escreveu versos comoventes, sendo bastante elogiada por Drummond. Ao completar 50 anos, deixou de atender pelo nome de bastimo, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, e a passou a usar o pseudônimo Cora Coralina que escolhera pra si muitos anos atrás.

De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).

O programa será reprisado no próximo domingo, 27 de setembro, às 18h.

De Lá Pra Cá presta homenagem a Dina Sfat

dinasfat.jpgO programa De Lá Pra Cá desta segunda, 14 de setembro, presta uma homenagem a Dina Sfat. Para relembrar a carreira da atriz, que morreu há 20 anos, Ancelmo Gois e Vera Barroso entrevistam o cantor e compositor Milton Nascimento que escreveu a música Cravo e Canela inspirada em Dina. Já o biógrafo Antonio Gilberto e o cineasta Jon Tob Azulay falam sobre a vida e os principais trabalhos da artista no teatro, nas novelas e no cinema.

Filha de judeus, Dina Kutner de Souza estreou nos palcos em 1962 na peça Antígone América, de Carlos Henrique Escobar, montagem de Antônio Abujamra. Dona de uma interpretação singular, marcada pela expressividade e pela emoção, a atriz também teve uma atuação marcante no cenário cultural e político brasileiro, participando de movimentos a favor da democracia e pela liberdade de expressão.

No cinema, estrelou flimes como Jardim de Guerra, 1970; Tati, a Garota, 1973; Álbum de Família e Eros, o Deus do Amor, ambos em 1981; Das Tripas Coração e Tensão no Rio, em 1982. No mesmo ano, ela interpreta a pintora Tarsila do Amaral em O Homem do Pau Brasil. Seu último filme foi O Judeu e só estreou após sua morte. Dina morreu aos 50 anos, vítima de câncer de mama.

De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).

O programa será reprisado no próximo domingo, 20 de setembro, às 18h.

Mostra em homenagem a Lima Duarte entra na segunda semana

eutueles.jpgRio de Janeiro – Entra na segunda semana a mostra Lima Duarte: profissão ator, com exibição na íntegra de 27 filmes com o artista, que completa este ano seis décadas de carreira no cinema.

Segundo Amilton Pinheiro, curador da mostra, Lima Duarte já participou da filmagem de 32 filmes. Destes, dois ainda vão estrear até o meio do ano que vem: Família vende tudo, cujo trailer será exibido na próxima sexta, 11; e Topografia de um desnudo, que terá seu making of divulgado no mesmo dia. Um trecho de sete minutos de Quase no céu, de 1949, estreia de Lima no cinema, também será exibido na sexta.

SERVIÇO
Lima Duarte: profissão ator
Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março 66, Centro – Rio
De terça a domingo, das 10h às 21h
Até 20 de setembro
Entrada: R$ 4

Confira a programação para esta semana:

TERÇA, 8
14h – A ilha do terrível rapaterra (80 min), de Ariane Porto
16h – Dois filhos de Francisco (108 min), de Bruno Silveira
18h30 – A ostra e o vento (112 min), de Walter Lima Júnior

QUARTA, 9
14h – O Rei Pelé (114 min), de Carlos Hugo Christensen
16h – A queda (110 min), de Ruy Guerra e Nelson Xavier
18h30 – Sargento Getúlio (87 min), de Hermanno Penna

QUINTA, 10
14h – Eu tu eles (104 min), de Andrucha Waddington
16h – Depois daquele baile (108 min), de Roberto Bomtempo
18h30 – Palavra e utopia (130 min), de Manoel de Oliveira

SEXTA, 11
14h – Quase no céu (7 min), de Oduvaldo Vianna
Família vende tudo (trailer), de Alain Fresnot
Topografia de um desnudo (making of), de Teresa Aguiar
Procissão dos mortos (29 min), de Luiz Sérgio Person
16h – Boleiros (93 min), de Ugo Giorgetti
18h30 – Guerra conjugal (90 min), de Joaquim Pedro de Andrade

SÁBADO, 12
16h – O menino arco-íris - A infância do menino Jesus (77 min), de Ricardo Bandeira
18h30 – Os sete gatinhos (107 min), de Neville D’Almeida

DOMINGO, 13
14h – Lua cheia (93 min). de Alain Fresnot
16h – Novembrada (10 min), de Eduardo Paredes
Corpo em delito (90 min), de Nuno César Abreu
18h30 – A queda (110 min), de Ruy Guerra e Nelson Xavier

 

Monumento a Pedro Velho completa 100 anos

pedrovelho.jpgNatal – O busto em homenagem a Pedro Velho, primeiro governador do Rio Grande do Norte, completa neste 7 de setembro cem anos de existência.

Em seu livro Vida de Pedro Velho, Câmara Cascudo fala sobre a instalação do monumento:

Pela mão do meu pai assisti à inauguração do busto de Pedro Velho a 7 de setembro de 1909. O arranjo da pracinha, batizada com pedante nome inglês, Square Pedro Velho, é dois anos posterior.

O busto de Pedro Velho foi projeto Corbiniano Vilaça e executado em Paris pelo escultor Edmond Badoche. Há uma figura feminina que inclina para o homenageado um ramo votivo, representando a pátria norte-rio-grandense (…).

Era um domingo. O governador Alberto Maranhão presidiu o cerimonial muito emocionado. (…) O busto ficaria ali apenas durante o tempo em que a terraplanagem da Praça Pedro Velho, em Petrópolis, terminasse. Terminou há 47 anos. O provisório tornou-se, brasileiramente, o permanente”.

O texto foi escrito em 1956. Posteriormente, o busto e a estátua seriam finalmente transferidos para a Praça Cívica Pedro Velho. Originalmente, o busto ficava sob uma coluna, depois coberta por placas de mármore.

Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, primogênito de seis irmãos, foi abolicionista, primeiro governador do Rio Grande do Norte, e é tido como o organizador na política no Rio Grande do Norte. Importante republicano, fundou o Partido Republicano no estado, lançou um jornal chamado A República e, ainda no sistema confuso, logo após a proclamação da República, assumiu como governador. Nesse cargo, durante os dois anos seguintes, passariam outras doze pessoas, até que em fevereiro de 1892, Pedro Velho fosse eleito pelo Congresso Legislativo Estadual, quando só então teríamos uma organização mais próxima da que temos hoje.

Veja fotos do monumento: aqui e aqui.