A estreia da série Profissão Cartunista na TV Brasil será nesta quarta, 6 de janeiro, às 22h (horário de Brasília). O primeiro episódio é um documentário de 52 minutos sobre a vida e obra do jornalista e cartunista Henfil, realizado 14 anos após sua morte. O programa mostra a carreira do artista desde 1964, relembra seu trabalho em O Pasquim e no Jornal do Brasil, examina seus livros, sua passagem pelo teatro e seu filme Tanga – Deu no New Yorque Times.
O documentário é narrado pelo próprio Henfil, graças a arquivos sonoros garimpados e remixados. Entre os entrevistados estão personalidades que trabalharam e viveram com Henfil nos diversos momentos de sua carreira. Entre eles, Zuenir Ventura, Miguel Paiva, Ziraldo, Laerte, Jaguar, Tarik de Sousa e Ivan Cosensa, que relembram os tempos de O Pasquim e do Jornal do Brasil, veículos onde foram publicadas a maior parte das obras do artista.
A série, uma obra de Marisa Furtado e Paulo Serran, apresentará também documentários sobre Will Eisner, Jerry Robinson e Ziraldo.
Os discos gravados por Raul Seixas (1945 – 1989) na Philips ganharam nova edição. Chamada 10.000 Anos à Frente, a caixa embala seis álbuns lançados originalmente entre 1973 e 1977. Entre os títulos, há Krig-Ha-Bandolo, de 1973, Gita (74) e Novo Aeon (75).
Segundo informações da EMI, os discos da Legião Urbana serão relançados em vinil. Sem data de lançamento, mas a promessa é de que sejam lançados ainda este ano. Os quatro primeiros álbuns da Legião Urbana foram lançados originalmente em vinil: Legião Urbana (1985), Dois (1986), Que País É Este? (1987) e As Quatro Estações (1988).
Além deles, voltam ao mercado os discos V (1991), O Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997). O relançamento dos álbuns ao vivo ainda está em estudo.
Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), realizam nesta terça, 5, uma visita à cidade de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo.
A inspeção fará uma primeira avaliação das construções históricas do município que foi castigado pelas fortes chuvas do último fim de semana. Um levantamento das condições das estruturas que resistiram às águas dará início a um diagnóstico detalhado da situação. Esse trabalho será base para que o Iphan e o Condephaat possam montar as estratégias de recuperação do Centro Histórico. Segundo uma avaliação preliminar do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)), pelo menos 20 casarões da região central da cidade foram afetados.
Nasceu no dia 30 de janeiro de 1912, no Distrito de Rodeio (atualmente Município de Engenheiro Paulo de Frontin), no Rio de Janeiro. Ainda menino, trabalhou na confeitaria do pai, Félix Bueno Martins, foi caixa de um botequim e contabilista numa loja de móveis. Aos 18 anos, mudou-se com a família para São Paulo. Não se adaptou e mudou para o Rio de Janeiro. Foi morar em uma pensão com seu irmão Hedelacy e mais seis pessoas.
Com o irmão, aprendeu o ofício de barbeiro e acabou indo parar em uma barbearia no Morro de São Carlos, onde conheceu o compositor José Luiz Costa, o Príncipe Pretinho, que o apresentou a seu futuro parceiro, J. B. de Carvalho, do conjunto Tupy. Herivelto mostrou a J.B. sua primeira composição, Da cor do meu violão, e este a gravou, em 1932.
Entrou para o conjunto de J.B. e conheceu Francisco Sena, com quem formaria a dupla Preto e Branco. Ainda em 1932, conheceu sua primeira mulher, com quem teve dois filhos: Hélcio e Hélio. Em 1935, Sena faleceu e Herivelto formou nova dupla com Nilo Chagas. No ano seguinte, o casamento terminou e Herivelto conheceu Dalva de Oliveira. Em 1937 nasceu Pery Ribeiro, que viria a ser cantor, e em 1940, Ubiratã.
No fim da década de 1940, acaba o casamento e o Trio de Ouro, formado pelo casal e Nilo Chagas. O Trio deixou 22 discos e seis aparições em filmes nacionais. Inspirado pela dor da separação, Herivelto escreve belas canções retratando seu momento. Começa o duelo musical com Dalva. De um lado, Herivelto e David Nasser; de outro, Dalva, com letras e músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.
Tudo começou com o samba Cabelos Brancos, respondido por Dalva com Tudo acabado. Seguiram-se Caminhemos, Quarto Vazio, Caminho Certo e Segredo, de Herivelto; rebatidas por Calúnia, Errei sim e Mentira de Amor, cantadas por Dalva.
Em 1950, Herivelto formou um novo trio. Seriam várias formações até a década de 80. Em 1952, casou-se com a terceira esposa com quem teve três filhos.
Herivelto Martins faleceu aos 80 anos, em setembro de 1992, em consequência de uma embolia pulmonar.
Informações de Anna Vachianno,
curadora da exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins
Veja Herivelto Martins cantando Ave-Maria no Morro com seu filho Pery Ribeiro.
A Rainha da Voz nasceu Vicentina Paula de Oliveira, em 5 de maio de 1917, em Rio Claro, estado de São Paulo. Foi a primeira das quatro filhas do casal Alice do Espírito Santo e Mário Carioca. A família vivia de forma modesta, mas feliz. Após a morte do pai, a vida foi bem mais dura. Vicentina passou por um orfanato, foi arrumadeira, babá, costureira e ajudante de cozinha, até conseguir um emprego de faxineira em uma escola de dança, onde havia um piano. Cantando e improvisando após o expediente, conseguiu integrar um grupo musical ao ser ouvida por um professor. O grupo durou pouco e a jovem procurou fazer um teste na Rádio Mineira, em Belo Horizonte. Foi aprovada e, por sugestão do maestro pianista Antônio Zovetti, adotou o nome Dalva de Oliveira.
A carreira profissional começou por volta de 1934, na Rádio Ipanema, no Rio de Janeiro. Na mesma época, começou a trabalhar no Teatro Cancela, onde conheceu Herivelto Martins, que cantava na dupla Preto e Branco. Logo passou a cantar com eles.
Dalva de Oliveira e a Dupla Preto e Branco, como passaram a se chamar, foram batizados como Trio de Ouro no programa de Cesar Ladeira, na Rádio Mayrink Veiga. Passaram pelos rádios Tupi, Clube e pelo Cassino da Urca. No final dos anos 30, Dalva e Herivelto já estavam juntos.
Em 1947, o fim do casamento foi manchete em todos os jornais e provocou uma polêmica musical jamais acontecida no Brasil. Em 1949, o Trio de Ouro era desfeito e Dalva partia para carreira solo. Em 1950, Dalva e Herivelto passariam a discutir e se acusar mutuamente pelo fracasso do casamento através de músicas: Tudo acabado, Que será e Errei sim. Mais sucesso na carreira profissional, mais problemas na vida pessoal.
Em agosto de 1965, Dalva sofre um acidente. Recupera-se, volta a cantar, mas os tempos eram outros. Ela se afasta para retornar somente em 1970 e estourar com Bandeira branca, marcha-rancho de Max Nunes e Laércio Alves. Em 1972, morre de uma hemorragia no esôfago.
Informações de Anna Vachianno, curadora da
exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins
Abaixo, Dalva interpreta Estrela do Mar (vídeo) e Que será (áudio)
Estreia nesta segunda, na TV Globo, Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor, protagonizada por Adriana Esteves e Fábio Assunção. A minissérie de cinco capítulos foi escrita por Maria Adelaide Amaral e dirigida por Dennis Carvalho e Cristiano Marques. A exibição será feita após a novela Viver a Vida.
Dalva de Oliveira e Herivelto Martins marcaram a época de ouro do rádio. A minissérie conta a história destes que foram dois dos maiores nomes do samba-canção brasileiro e mostra suas trajetórias de grandes conquistas e perdas significativas.
Dalva de Oliveira sempre teve uma bela voz e o apoio de sua mãe Alice para tentar seguir a profissão de artista. Mas sua carreira deslanchou mesmo quando conheceu Herivelto Martins, memorável compositor e o grande amor de sua vida. Ele, rígido e disciplinador, fez dela sua criação. Cuidando desde o repertório até os arranjos, figurino e coreografia.
A parceria entre os dois, no entanto, era melhor nos palcos do que em casa. Eles são até hoje lembrados não apenas por suas músicas, mas também pela paixão que tiveram. Após o término de treze anos de relacionamento, expuseram suas dores e mágoas por meio das letras de suas canções, embalando o Brasil em seus conflitos conjugais.
Embora muito apaixonada por Herivelto, Dalva nunca chegaria a ser completamente feliz no primeiro casamento. O compositor tinha muitas aventuras extraconjugais, o que a enlouquecia. Ele, no entanto, sempre retornava para casa. Até o dia em que conheceu Lurdes, uma mulher linda, jovem aeromoça, filha de uma tradicional família gaúcha. Foi amor à primeira vista. Para ela, Herivelto fez serenatas, compôs canções e cartas de amor. Por ela, terminou o casamento com Dalva de Oliveira, que teve muita dificuldade em aceitar o fim do relacionamento.
São Luiz do Paraitinga (SP) – O governador José Serra visitou no domingo, 3, a cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, que teve parte de seu patrimônio destruído pela chuva dos últimos dias. Ele afirmou que vai pedir ao secretário da Cultura, João Sayad, uma avaliação das medidas que o governo estadual e a prefeitura devem tomar para reconstruir os prédios que foram abaixo.
As cheias do Rio Paraitinga, que subiu mais de 10 metros, destruíram a Igreja da Matriz, do século 19, e a Igreja da Nossa Senhora das Mercês. Além disso, existem cerca de 90 prédios históricos tombados, feitos por meio da técnica de taipa de pilão, uma mistura de barro e pedras muito vulnerável às águas. Alguns ruíram, outros ficaram com a estrutura comprometida.
Limite (1931), de Mário Peixoto, um dos mais importantes filmes do cinema mudo brasileiro, está sendo restaurado pela World Cinema Foundation (Fundação do Cinema Mundial), criada por Martin Scorsese, em parceria com a entidade com a Cinemateca Brasileira.
A fundação surgiu da preocupação de Scorsese com o desaparecimento de obras que marcaram a história do cinema.
No final dos anos 1970, Scorsese, George Lucas, Francis Ford Coppola e Steven Spielberg criaram a Film Foundation, que restaurou mais de 500 filmes norte-americanos, muitos deles da primeira metade do século 20. A fundação mudou de nome – chama-se hoje World Cinema Foundation – e estende seus trabalhos a outras obras como Transes (1981), do marroquino Ahmed El-Maanouni, e Limite.
São Paulo – O Auditório Ibirapuera conseguiu autorização para captar cerca de R$ 1 milhão, via Lei Rouanet, para viabilizar o projeto de exibição de filmes ao ar livre.
Pena Schimidt, diretor do auditório, quer projetar, em um fim de semana, três filmes sobre música brasileira: Orfeu do Carnaval (1959), Ópera do Malandro (1986) e Coração Vagabundo (2009, documentário sobre uma turnê de Caetano Veloso (veja trailer abaixo).
Poços de Caldas (MG) mudou o nome de sua feira do livro para Flipoços. A edição deste ano, que será a quinta, acontecerá de 24 de abril a 2 de maio.
A Flipoços está promovendo um concurso nacional de poesia. As inscrições estão abertas até 31 de março. O objetivo é lançar um livro com as 40 poesias vencedoras, em agosto, durante a Bienal do Livro de São Paulo.