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O acervo de arte popular de Lina Bo Bardi

março 18, 2009 – 2:00 pm

Salvador – O acervo de peças artesanais coletadas no Nordeste brasileiro pela arquiteta Lina Bo Bardi, que estava guardado desde 1965 – quando foi proibido pela ditadura militar –, ganha sua primeira exibição.

A mostra Fragmentos: Artefatos populares, o olhar de Lina Bo Bardi foi aberta nesta terça, 17, no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, em Salvador. A exposição reúne mais de 800 peças entre utensílios de madeira, objetos de barro, pilões, santos e objetos de candomblé que resistiram às mudanças e viagens da coleção original, que chegou a ter 2 mil itens.

Lina Bo Bardi (1914-1992), arquiteta italiana que estabeleceu-se no Brasil em 1946. Conhecida principalmente por projetos como o Masp e o Sesc Pompéia, em São Paulo, mudou-se para a Bahia no final dos anos 50 e começou a pesquisar o artesanato popular nordestino. Começou a ter problemas com a ditadura logo em 1964, quando, então diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia, negou-se a liberar o foyer do Teatro Castro Alves para uma exposição de armamento de guerra. Lina foi exonerada do cargo e, um ano depois, teve a exposição Nordeste do Brasil (com partes do acervo agora exibido) impedida de estrear na Galeria de Arte Moderna, em Roma.

SERVIÇO
Fragmentos: Artefatos populares, o olhar de Lina Bo Bardi
No Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho
Exposição de longa duração, sem prazo definido
Visitação de terça a sexta, das 10h às 18h; finais de semana e feriados, das 13h às 17h
Entrada gratuita

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