Teatro potiguar ganha selo editorial

Acaba de ser publicado, sem alarde ou lançamento oficial, uma plaquete com o texto do espetáculo teatro-musical Terra de Sant’Ana, de autoria da atriz e dramaturga Cláudia Magalhães.

O espetáculo foi realizado pela Fundação José Augusto em diversas cidades da Região do Seridó, no Rio Grande do Norte, nos anos de 2006 e 2007.

A publicação do texto ajuda a preencher a lacuna de textos teatrais lançados no Rio Grande do Norte. Segundo Cláudia Magalhães, a decisão de publicar o texto se deu devido ao grande interesse de artistas diversos pelo formato do auto popular. “A comunidade interagiu de forma muito intensa com o espetáculo e também com o que é dito no texto”, explica, registrando a devoção do sertanejo pela santa, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo, segundo a Bíblia.

Terra de Sant’Ana é a primeira publicação do selo Teatro Potiguar, da Editora Mekong. O jornalista Cefas Carvalho, coordenador do projeto, diz que “a virtual inexistência de textos teatrais publicados no Estado nos instigou a não apenas lançar o texto de Cláudia, como a criar um selo para publicar posteriormente textos de outros autores”.

A plaquete pode ser encontrada nas principais livrarias de Natal. Mais informações ou pedidos para outras localidades pelos e-mails cefascarvalho@bol.com.br e claudia.magalhaes1@hotmail.com.

Zuenir Ventura lança novo livro sobre o movimento de 68

O escritor e jornalista Zuenir Ventura lança neste sábado, 26, o livro 1968 – O que fizemos de nós. O novo livro vem em uma caixa acompanhado do já clássico 1968 – O ano que não terminou.

Segundo o autor, sua preocupação “foi encontrar no mundo atual o que nasceu ou se desenvolveu em 1968”. O livro é dividido em duas partes. Na primeira, há um relato do que ocorreu no Brasil ao longo desses 40 anos, no qual Zuenir faz ligações entre os ícones de 68 com os jovens de hoje. Na segunda parte do livro, entrevistas com Caetano Veloso, Fernando Gabeira, José Dirceu, Franklin Martins, Heloisa Buarque de Holanda, Fernando Henrique Cardoso e outras testemunhas que viveram a época.

A caixa com os dois livros está sendo lançada por R$ 75. No site Submarino, pode ser adquirida por R$ 59,90.

Fundação lança site em homenagem a Machado de Assis

A Fundação Casa de Rui Barbosa lançou um site sobre o escritor Machado de Assis.

No site, idealizado pela pesquisadora Marta de Senna, há uma biografia resumida do escritor, uma bibliografia básica e uma ferramenta de busca de citações e alusões a outros autores, a fatos históricos ou a personagens mitológicas que Machado de Assis fez em seus romances e contos.

Uma revista eletrônica com artigos sobre a obra de Machado será lançada em breve.

Ligação externa
Machado de Assis.net

Morre o violonista Canhoto da Paraíba

O JC OnLine noticiou que o violonista Francisco Soares de Araújo, conhecido como Canhoto da Paraíba, morreu na tarde desta quinta-feira, 24, aos 81 anos. Ele estava em sua casa em Paulista, Grande Recife, quando teve um infarto por volta das 16h.

Em 1998, ele havia sofrido um acidente vascular cerebral e desde então se locomovia em cadeira de rodas. Em 2002, estava impossibilitado até de falar. Em janeiro deste ano, havia sido internado, após sentir-se mal.

Considerado um dos maiores nomes da história do violão popular brasileiro, Canhoto da Paraíba nasceu em Princesa Isabel (PB). Aprendeu a tocar sozinho. Foi para o Rio de Janeiro em 1959 e teve seu talento reconhecido por nomes como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Baden Powell, Radamés Gnattali e Paulinho da Viola. Em 1977, lançou o LP Canhoto da Paraíba – Com Mais de Mil.

Canhoto deixa mulher e quatro filhos. O músico será enterrado nesta sexta, 25, no Cemitério de Paulista.

IEB lança dicionário digital de 1712

O Instituto de Estudos Brasileiros – IEB da Universidade de São Paulo disponibilizou em seu site os cerca de 44 mil verbetes do Vocabulário Portuguez e Latino, do padre Raphael Bluteau.

Os oito volumes que compõem a obra foram publicados ao longo de nove anos, segundo informações no site do IEB: Volumes I e II, em 1712; III e IV, em 1713; volume V, em 1716, volumes VI e VII, em 1720 e o volume VIII, em 1721. A estes, juntaram-se outros dois de suplementos publicados entre 1727 e 1728.

A digitalização faz parte de projeto coordenado pela historiadora Márcia Moises Ribeiro, cujo objetivo é disponibilizar em versão digital dicionários raros e de difícil acesso ao público.

O trabalho de digitalização levou cerca de um ano e quatro meses e foi concluído este mês.

As buscas podem ser feitas utilizando-se a grafia antiga e a atual.


Dicionários do IEB
www.ieb.usp.br/online

110 anos de Pixinguinha

 

É comemorado no 23 de abril, em todo o país, o Dia Nacional do Choro. A data é uma homenagem ao nascimento de Pixinguinha (1898-1973).

Hoje, ele estaria completando 110 anos.

Em Recife, Pernambuco, haverá apresentação de José Arimatéia e do Conjunto Regional, a partir das 20h, no Pátio de São Pedro, no bairro de São José.

Ligações externas
Pixinguinha – Site oficial
Pixinguinha no site CliqueMusic

Memória Viva do Memória Viva

Dez anos hoje, 20 de abril de 2008. Quando Memória Viva foi lançado, no século passado, ele era desse jeito aí ao lado.

Na próxima terça, dia 22, logo após o feriado, estará on line uma nova versão parecida com a atual, mas com mudanças que vão facilitar a visualização do conteúdo e a navegação. Além disso, será lançada a área Número 1, que apresentará somente primeiras edições.

A seguir, 10 itens com números e curiosidades sobre a primeira década do Memória Viva.

1. Um site em homenagem a Luz del Fuego deu origem ao Memória Viva. Ele foi levado ao ar no dia 21 de março de 1998 e recebeu cerca 700 visitas no primeiro mês. Atualmente, Memória Viva recebe o mesmo número de visitas em pouco mais de 4 horas.

2. Mais de 120 matérias sobre o site foram publicadas somente em revistas e jornais impressos.

3. Memória Viva foi finalista das últimas 4 edições do Prêmio iBest e recebeu 5 troféus. Um deles, em 2005, como o melhor site de Arte & Cultura da Internet brasileira escolhido em votação popular.

4. O site de estréia cabia várias vezes em um disquete. Hoje, o site apresenta mais de 4 mil arquivos – páginas, imagens e áudio. Esse material gera cerca de 100 mil visitas, meio milhão de páginas vistas, 3 milhões de hits e 30GB de informações a cada mês.

5. O material apresentado no site não chega a 5% do que foi pesquisado somente nos últimos cinco anos.

6. Jô Soares já falou sobre o Memória Viva algumas vezes em seu programa. Numa delas, durante uma entrevista com o cineasta João Moreira Salles, em novembro de 2006, mostrou o site no telão e quase conseguiu tirá-lo do ar. Imediatamente gerou mais de 600 acessos simultâneos e mais de 7 mil antes de o dia amanhecer.

7. Memória Viva nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, onde continua hospedado, na Diginet, um dos maiores provedores da região Nordeste.

8. Memória Viva já fez matérias e pesquisas em várias cidades do Brasil: Natal (RN); Recife (PE); João Pessoa (PB); Brasília (DF); Rio de Janeiro e São Pedro da Aldeia (RJ); São Paulo e Salto de Itu (SP); Cascavel e Londrina (PR); e Juiz de Fora (MG), dentre outras.

9. O site está se transformando em editora.

10. Memória Viva nunca teve patrocinadores e todo seu conteúdo é aberto.

Será o Benedito!

A crônica Será o Benedito!, de Mário de Andrade, acaba de ganhar uma versão ilustrada com aquarelas de Odilon Moraes. O livro foi lançado nesta quinta, 17 de abril, na Livraria da Vila, em São Paulo.

Será o Benedito! Foi publicada pela primeira vez em um suplemento do jornal O Estado de São Paulo, em outubro de 1939.

O livro é o sexto volume da coleção Dedinho de Prosa, da Cosac Naify. A história “retrata o encontro entre o homem maduro e o jovem menino, trazendo à tona os temas da amizade e da pureza, numa leve prosa cotidiana. Durante as férias na Fazenda Larga, o narrador encontra Benedito, um negrinho obcecado por conhecer a cidade grande, que ouvia atento a narração do visitante sobre os arranha-céus, chauffers, cantores de rádio, o presidente da República…”.

As ilustrações de Odilon Moraes procuram mostrar a separação dos dois universos – cidade e campo -, construída ao longo do texto. A edição traz ainda um glossário com os termos menos usuais.

Ligação externa
Cosac Naify

Clássicos em cordel

A editora Nova Alexandria está lançando clássicos da literatura mundial em forma de cordel, isto é, da tradicional poesia sertaneja.

O cearense Klévisson Viana é o responsável pelos versos que narram as aventuras de Jean Valjean, protagonista de Os miseráveis, do escritor francês Victor Hugo. Já a história do Corcunda de Notre-Dame, do mesmo autor, ganhou uma versão ambientada no sertão nordestino pelo poeta alagoano João Gomes de Sá. A coleção é dirigida pelo também cordelista Marco Haurélio.

Mais informações no site da editora
Nova Alexandria

As belezas do Cariri Paraibano

Será lançado nesta quinta, 17, o folheto de cordel Cariri de A a Z: as belezas do Cariri Paraibano, da escritora Clotilde Tavares. O lançamento acontece no Sebo Cata-Livros da Praça da Bandeira, em Campina Grande (PB), cidade natal da autora, a partir das 11h da manhã.

Homenageando o berço dos seus antepassados, a escritora, cujo nome completo é Clotilde Santa Cruz Tavares, fala sobre a região onde nasceram a sua avó Inez Santa Cruz Ferreira, natural de Prata (PB) e a sua mãe Cleuza Santa Cruz Tavares, nascida em Coxixola (PB).

A escritora conta que “começando a freqüentar as reuniões do Instituto Histórico e Geografico do Cariri, apresentei um trabalho e no final do trabalho tive a idéia de incluir uns versos sobre o Cariri. O povo gostou e eu então resolvi escrever o folheto, onde faço uma louvação à região, natureza, história, cultura, etc e ainda cito, rimando, dentro das estrofes, todos os 40 municípios do Cariri histórico. Por isso é que é “de A a Z”, ou seja, de Alcantil a Zabelê”.

Congo, Prata, Coxixola,
Ouro Velho e Parari,
Cabaceiras, Serra Branca,
E São João do Cariri,
Cidades de muita história
Roteiros cheios de glória
Os mais belos que já vi.

Médica por formação, professora universitária aposentada (Departamento de Artes da UFRN), Clotilde Tavares é tida por estudiosos como uma das primeiras mulheres a assinar cordéis, tendo sido seu primeiro publicado em 1974. É ainda autora de vários livros, dentre os quais Iniciação à visão holística (Record, 1998) e A magia do cotidiano (Clotilde News, 1999).

Veja também
Um papo com a autora, sobre poesia popular, no blog Sempre Algo a Dizer
Site de Clotilde Tavares