
Quem passa pelo centenário prédio Classes Laboriosas, na Sé, em São Paulo, pode nem perceber que ele passou por um incêndio há poucos dias (3 de fevereiro). Rapidamente controlado, o fogo não deixou grandes marcas na área externa do prédio. Olhando com mais calma, é possível ver que não há teto e que muitos vitrais já não existem.
Segundo o historiador Wilson Natal, colaborador do Memória Viva, que esteve no local, “a parte original, em estilo Eclético, pelo menos no seu exterior, não sofreu grandes danos. Alguns vitrais feitos pela Casa Conrado – mestres vidreiros dos séculos XIX e XX e responsáveis pelos vitrais dos grandes edifícios públicos e pelos da obra de Ramos de Azevedo – foram destruídos; outros, danificados”.
A diretoria da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas informou em nota que o Auditório Celso Garcia, que funcionava no terceiro andar, foi destruído pelo incêndio mas que “toda a documentação contábil, cadastro pessoal e médico bem como arquivos em geral foram preservados”.
A estrutura não foi abalada, portanto o risco de desabamento está descartado. O prédio deve entrar em reforma “assim que houver condições para o início das obras”, que deverão ser acompanhadas por técnicos do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado).
O centenário Prédio Classes Laboriosas, que fica na Rua Roberto Simonsen, Região da Sé, em São Paulo, sofreu um incêndio na madrugada deste domingo.