Cem anos de Memorial de Aires
January 9, 2008 – 2:31 pm
9 de janeiro
Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: “Vai vassouras! vai espanadores!” Costumoouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca.
A ação teria se passado há exatos 120 anos. É o início de Memorial de Aires, publicado há um século, último livro de Machado de Assis, que morreria no mesmo ano (1908), em setembro.
Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Tido por muito, até hoje, como o melhor contista e o melhor romancista da História da Literatura brasileira, foi autor de Helena, Iaiá Garcia, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borbas, Dom Casmurro, Esaú e Jacó, dentre outros clássicos.
Sempre reverenciado, suas histórias já foram transformadas em peças teatrais, filmes e revistas. Há pouco mais de dois anos, alguns de seus livros foram adaptados pela Coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, da Escala Educacional. Mais recentemente, a Agir/Ediouro iniciou a coleção Grandes Clássicos em Graphic Novel com O Alienista.
Machado de Assis é um dos nomes que ganhará seu próprio espaço no Memória Viva em 2008, ano em que o site completa uma década de existência.

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