São Paulo – Estão abertas a partir desta terça, 9 de fevereiro, as inscrições para a terceira edição do Prêmio São Paulo de Literatura, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura. O prêmio concede R$ 200 mil para o melhor livro do ano e o mesmo valor para a melhor obra de autor estreante. Os romances devem ter sido publicados e comercializados pela primeira vez em 2009. O regulamento está disponível no sitewww.cultura.sp.gov.br.
Até 25 de março, a documentação pode ser entregue na Secretaria de Estado da Cultura / Núcleo de Protocolo e Expedição (Rua Mauá, 51, Luz, São Paulo, CEP 01028-900).
Será lançada nesta terça-feira, 9 de fevereiro, às 12h30, em Brasília, a publicação Valores da Música, obra póstuma de autoria do maestro Sílvio Barbato. A cerimônia contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e será realizada no Salão de Eventos da Confederação Nacional da Indústria (SBN Quadra 1, Bloco C, Ed. Roberto Simonsen).
A iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi) reúne um conjunto de cadernos técnicos desenvolvidos pelo regente e compositor brasileiro para atender ao disposto na Lei nº 11.769/2008, que tornou obrigatório o ensino da música nas escolas públicas do país.
O material didático, composto de livro e de vídeos, será disponibilizado gratuitamente, por meio digital e impresso. Em uma linguagem fácil, é contada a história da música, listados os principais instrumentos musicais, explicado como proceder à leitura de partituras e outras lições.
O maestro Sílvio Barbato figurava entre os passageiros do voo 447 da Air France que, em maio do ano passado, se acidentou durante o trajeto Rio-Paris. Dentre suas funções de destaque, foi regente das Orquestras Sinfônicas do Teatro Nacional de Brasília e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Informações da Assessoria de Imprensa do Sesi/CNI
e Comunicação Social/MinC
São Paulo – O cantor sertanejo José Ramiro Sobrinho, conhecido como Pena Branca, morreu aos 70 anos no início da noite da segunda-feira, 8 de fevereiro. Ele passou mal em casa, no bairro do Jaçanã, zona norte de São Paulo, e foi encaminhado às pressas ao pronto-socorro do São Luiz Gonzaga (PS Jaçanã), onde faleceu às 18h10.
José Ramiro nasceu em 1939 em Igarapava, interior de São Paulo, e foi criado em Uberlândia, Minas Gerais. Iniciou sua carreira artística em 1961, fazendo dupla com Xavantinho, seu irmão, que morreu em 1999. Há dez anos, ele seguia carreira solo. Em 2001, recebeu o Grammy Latino de melhor disco sertanejo por Semente Caipira, trabalho idealizado quando Xavantinho ainda era vivo. Seu segundo disco solo, lançado em 2002, recebeu o nome de Pena Branca Canta Xavantinho e tem músicas de vários compositores.
O velório e o enterro serão realizados no cemitério Parque dos Pinheiros.
Informações da Folha Online e Estadão
Veja trecho do programa Ensaio com Pena Branca e Xavantinho gravado em 1991 pela TV Cultura.
O De Lá Pra Cá desta segunda, 8 de fevereiro, relata a luta do povo brasileiro para conseguir de volta seus direitos, além de toda a trajetória do projeto de lei até à sanção final, passando pelas articulações políticas e o apelo da população pelas “Diretas Já”. E mostra ainda que muitos dos exilados que retornavam, vinham com novas propostas, como preocupações ambientais e direitos das minorias, imprimindo uma nova agenda política aos desafios que o Brasil necessitava enfrentar.
A Lei da Anistia foi sancionada em 28 de agosto de 1979, pelo então presidente João Batista Figueiredo. Por meio dela, foi possível o retorno ao Brasil dos exilados da ditadura.
O programa também explica a palavra “anistia” cujas raízes vêm do grego amnestia, que significa esquecimento, e no português define o ato jurídico do Estado em perdoar pessoas ou grupos pela prática de atos considerados delituosos, sobretudo aqueles de natureza política.
A Lei de Anistia demorou para ser sancionada e mobilizou todo o país que queria dar um basta à ditadura imposta pelo regime militar.
Participam do programa, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o historiador Daniel Aarão Reis, a jornalista Wanda Figueiredo, a historiadora Isabel Lustosa, o deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ) e o compositor Paulo César Pinheiro.
De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).
O programa será reprisado no próximo domingo, 14 de fevereiro, às 18h.
Rio de Janeiro – O ator Caio Blat e o diretor Paulo Halm vão participar de debate nesta segunda, 8 de fevereiro, às 19h, no Ponto Cine sobre o filme Histórias de amor duram apenas 90 minutos.
Caio é o protagonista do filme, um escritor na crise dos 30 anos, que narra em primeira pessoa sua história, dividindo com o público seus questionamentos sobre o livro inacabado, a relação distante com o pai e a suspeita de que sua esposa o está traindo com outra mulher. A entrada é gratuita.
SERVIÇO
Ponto Cine
Estrada do Camboatá, 2300 – Guadalupe Shopping
Telefone: (21) 3106-9995
Havana – O poeta brasileiro Thiago de Mello escreveu a letra de uma das músicas do novo disco da cubana Haydée Milanés, filha do cantor Pablo Milanés, segundo informações da imprensa oficial de Cuba.
Thiago se uniu à artista para compor a música No me hables, que estará no disco A la Felicidad. Entre outros colaboradores estão Pablo Milanés, o argentino Pedro Aznar, e a diva do Buena Vista Social Club, Omara Portuondo.
Segundo Haydée, foi o próprio poeta que se ofereceu para escrever para o álbum ao saber do projeto durante uma viagem a Cuba.
A la Felicidade é o terceiro disco de Haidée Milanés, que costuma misturar ritmos cubanos com jazz, soul e pop.
Brasília - Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6533/09, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que proíbe as instituições religiosas que recebem benefícios fiscais do governo de alienar imóveis de sua propriedade com reconhecido valor artístico, cultural ou histórico. Segundo a proposta, a alienação (venda ou transferência da propriedade) poderá acarretar o fim do benefício fiscal.
Alice Portugal alega que a legislação brasileira não proíbe a Igreja Católica, que possui um rico acervo colonial, de vender os templos e outros bens. Ela lembra que no ano passado o Brasil ratificou o acordo diplomático com a Santa Sé, no qual reconhece a importância desse acervo, mas não impede a sua transferência.
Para ela, é preciso garantir que todas as instituições religiosas beneficiadas com imunidades ou isenções se obriguem, como contrapartida, a não alienar os imóveis de sua propriedade. “Esses bens pertencentes às diferentes igrejas existentes no território nacional são, em última instância, bens reveladores da memória histórica e constitutivos da identidade nacional”, disse a deputada.
O projeto tramita de forma conclusiva nas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Rio de Janeiro – A possível utilização do Palácio Gustavo Capanema como sede do Comitê Organizador dos Jogos e da Autoridade Pública Olímpica pode esbarrar na falta de espaço para abrigar as equipes e depende de reformas a serem feitas no prédio. O imóvel, construído entre 1936 e 1945, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e abriga diversos órgãos dos ministérios da Cultura e da Educação.
A ideia partiu do ministro do Esporte, Orlando Silva, e foi logo divulgada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, durante a viagem de ambos a Londres, na semana passada, mas o Ministério da Educação têm planos de transformar o local em um centro de pesquisas em parceria com a Unesco.
O superintendente regional do Iphan, Carlos Fernando Andrade, afirmou que não havia sido comunicado oficialmente do projeto e levantou dúvidas sobre a viabilidade. “Eu fiquei sabendo disso pela imprensa e me parece que é uma ideia ainda embrionária. Não temos informações sobre qual a metragem quadrada que eles vão necessitar e se é possível de acomodá-los no prédio, que já tem diversas repartições funcionando, sendo utilizado em toda a sua plenitude. Me parece um pouco difícil, pois já são 16 andares ocupados, mas se for uma área viável, poderá ser bom para todo o mundo”, disse Andrade.
A presidente da Associação dos Servidores e Trabalhadores da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Isabel Costa, afirmou que não é contra a utilização do prédio para acomodar os comitês olímpicos, mas frisou que dificilmente haverá espaço no Palácio Gustavo Capanema. O prédio não está ocioso, pois aqui nós temos, além do Ministério da Educação, repartições de três grandes instituições do Ministério da Cultura: a Funarte, o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional e o Iphan. Todos os andares estão ocupados”, disse.
A ideia de utilização do prédio do Palácio Gustavo Capanema encontrou resistência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado estadual Alessandro Molon (PT) teme o possível despejo de setores ligados às áreas da cultura e da educação com a chegada do comitê. “Eu considero a iniciativa de despejar a cultura e a educação do Gustavo Capanema um desrespeito à história desse palácio, é à história da cultura e da educação no Brasil. É extremamente importante a realização das Olimpíadas, mas não é necessário, para os Jogos Olímpicos, retirar os servidores do local”, disse o deputado, que iniciou um abaixo-assinado em defesa da memória do palácio e pela preservação da cultura e da educação no prédio.
A iniciativa também foi desaconselhada pelo historiador Milton Teixeira, um dos mais conceituados especialistas em patrimônio histórico na região central do Rio. “Eu não sei o tamanho do Comitê Olímpico e quantos funcionários serão envolvidos. Mas o palácio tem uma série de limitações, pois sendo um prédio tombado não se pode alterar o interior, que é muito voltado a pequenos compartimentos, os lambris têm que ser mantidos, os móveis têm que ser originais ou réplicas perfeitas, e isso representa uma série de limitações”, afirmou.
Para o historiador, o comitê pode ser instalado em outros prédios públicos, que estariam subutilizados. “O próprio Palácio das Laranjeiras, que está vazio e sem nenhum uso”, sugeriu, referindo-se à sede residencial do governo fluminense.
A cerimônia de abertura da Biblioteca de São Paulo, instalada no Parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, será realizada nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, às 12h.
O Ministério da Cultura investiu R$ 2,5 milhões em equipamentos públicos. Parte dos recursos foi destinada à aquisição de 30 mil livros, além de outras mídias como CDs e DVDs.
A acessibilidade é um ponto alto do novo espaço, que conta com mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores adaptados.
Usuários cegos terão ainda mil títulos de audiobooks e um equipamento que, automaticamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em Braile.
A Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200m² aos mais jovens. Todo o andar térreo está divido em alas para três faixas etárias: de zero a três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes dividem espaço com estantes baixas – projetadas sob medida – nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.
Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à Internet, dezenas de jogos eletrônicos e um leitor de livros digitais. A biblioteca funcionará até as 21h, de segunda a sexta-feira, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados.
O programa De Lá Pra Cá desta segunda, 1º de fevereiro, relembra a história da considerada musa da Bossa Nova, a cantora Nara Leão, que foi também uma artista engajada na luta contra a ditadura. Imagens marcantes de sua vida estarão no programa, que mostrará um pouco das facetas dessa cantora que morreu precocemente há 20 anos.
Aos 12 anos, Nara teve suas primeiras aulas de violão. Mais tarde, ficou conhecida como a grande dama da música brasileira. Uma das principais personagens de um momento em que a música popular adquiria novas formas e se tornou conhecida internacionalmente, ela se destacou como intérprete. Ao mesmo tempo, abriu caminhos para Chico Buarque, Martinho da Vila, Edu Lobo, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Fagner entre outros. E surpreendeu a todos nos anos 60, ao resgatar o samba de morro no seu disco de estreia Nara.
O programa ouviu o biógrafo Cássio Cavalcante, escritor cearense, que pesquisou oito anos para lançar o livro Nara Leão – A Musa dos Trópicos. Erasmo Carlos, que conviveu com a cantora, vai contar casos da época da Jovem Guarda e dá uma canja com a música Meu Ego, de sua autoria, gravada por Nara Leão. Outra entrevistada é Fernanda Takai que, a convite do jornalista Nelson Motta, gravou um CD só com sucessos de Nara Leão.
O programa convidou ainda Carlinhos Lyra. que comentará o clima daqueles anos 50 e da vontade da rapaziada de Copacabana de inventar uma música nova e condizente com os tempos que o Brasil vivia. O compositor e cantor Martinho da Vila também vai falar sobre Nara.
De Lá Pra Cá vai ao ar hoje, às 22h, na TV Brasil e também pode ser assistido pela web nos seguintes endereços: www.tvbrasil.org.br e www.tvu.ufrn.br (em tela cheia).
O programa será reprisado no próximo domingo, 7 de fevereiro, às 18h.
O programa Metrópolis, da TV Cultura, exibe, a partir desta segunda, 1º de fevereiro, às 21h35, na TV Cultura, uma série de reportagens sobre a cultura popular da cidade de Monteiro, sertão do Cariri, na Paraíba.
O programa apresenta a origem da cidade histórica, com casarios de mais de cem anos e depoimentos marcantes de personagens locais pitorescos. Caso de Zabé da Loca (foto), uma mulher que morou durante 25 anos dentro de uma pedra e criou seus filhos praticamente sem recursos. Aos sete anos, aprendeu a tocar pífano e hoje faz shows pela cidade.
A matéria traz outra figura bem conhecida na região: Zé de Cazuza, considerado o computador do Nordeste. Ele guarda em sua memória mais de 20 mil poemas que só existem no “hd de seu cérebro”. Lenda viva na região, Zé declama poemas, faz prosa e conta histórias da cidade de Monteiro. Já editou um livro – Poetas Encantadores –, no qual ele colocou poesias e declamações dos principais poetas do sertão do Cariri.
A estreia da série Profissão Cartunista na TV Brasil será nesta quarta, 6 de janeiro, às 22h (horário de Brasília). O primeiro episódio é um documentário de 52 minutos sobre a vida e obra do jornalista e cartunista Henfil, realizado 14 anos após sua morte. O programa mostra a carreira do artista desde 1964, relembra seu trabalho em O Pasquim e no Jornal do Brasil, examina seus livros, sua passagem pelo teatro e seu filme Tanga – Deu no New Yorque Times.
O documentário é narrado pelo próprio Henfil, graças a arquivos sonoros garimpados e remixados. Entre os entrevistados estão personalidades que trabalharam e viveram com Henfil nos diversos momentos de sua carreira. Entre eles, Zuenir Ventura, Miguel Paiva, Ziraldo, Laerte, Jaguar, Tarik de Sousa e Ivan Cosensa, que relembram os tempos de O Pasquim e do Jornal do Brasil, veículos onde foram publicadas a maior parte das obras do artista.
A série, uma obra de Marisa Furtado e Paulo Serran, apresentará também documentários sobre Will Eisner, Jerry Robinson e Ziraldo.
Os discos gravados por Raul Seixas (1945 – 1989) na Philips ganharam nova edição. Chamada 10.000 Anos à Frente, a caixa embala seis álbuns lançados originalmente entre 1973 e 1977. Entre os títulos, há Krig-Ha-Bandolo, de 1973, Gita (74) e Novo Aeon (75).
Segundo informações da EMI, os discos da Legião Urbana serão relançados em vinil. Sem data de lançamento, mas a promessa é de que sejam lançados ainda este ano. Os quatro primeiros álbuns da Legião Urbana foram lançados originalmente em vinil: Legião Urbana (1985), Dois (1986), Que País É Este? (1987) e As Quatro Estações (1988).
Além deles, voltam ao mercado os discos V (1991), O Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997). O relançamento dos álbuns ao vivo ainda está em estudo.
Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), realizam nesta terça, 5, uma visita à cidade de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo.
A inspeção fará uma primeira avaliação das construções históricas do município que foi castigado pelas fortes chuvas do último fim de semana. Um levantamento das condições das estruturas que resistiram às águas dará início a um diagnóstico detalhado da situação. Esse trabalho será base para que o Iphan e o Condephaat possam montar as estratégias de recuperação do Centro Histórico. Segundo uma avaliação preliminar do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)), pelo menos 20 casarões da região central da cidade foram afetados.
Nasceu no dia 30 de janeiro de 1912, no Distrito de Rodeio (atualmente Município de Engenheiro Paulo de Frontin), no Rio de Janeiro. Ainda menino, trabalhou na confeitaria do pai, Félix Bueno Martins, foi caixa de um botequim e contabilista numa loja de móveis. Aos 18 anos, mudou-se com a família para São Paulo. Não se adaptou e mudou para o Rio de Janeiro. Foi morar em uma pensão com seu irmão Hedelacy e mais seis pessoas.
Com o irmão, aprendeu o ofício de barbeiro e acabou indo parar em uma barbearia no Morro de São Carlos, onde conheceu o compositor José Luiz Costa, o Príncipe Pretinho, que o apresentou a seu futuro parceiro, J. B. de Carvalho, do conjunto Tupy. Herivelto mostrou a J.B. sua primeira composição, Da cor do meu violão, e este a gravou, em 1932.
Entrou para o conjunto de J.B. e conheceu Francisco Sena, com quem formaria a dupla Preto e Branco. Ainda em 1932, conheceu sua primeira mulher, com quem teve dois filhos: Hélcio e Hélio. Em 1935, Sena faleceu e Herivelto formou nova dupla com Nilo Chagas. No ano seguinte, o casamento terminou e Herivelto conheceu Dalva de Oliveira. Em 1937 nasceu Pery Ribeiro, que viria a ser cantor, e em 1940, Ubiratã.
No fim da década de 1940, acaba o casamento e o Trio de Ouro, formado pelo casal e Nilo Chagas. O Trio deixou 22 discos e seis aparições em filmes nacionais. Inspirado pela dor da separação, Herivelto escreve belas canções retratando seu momento. Começa o duelo musical com Dalva. De um lado, Herivelto e David Nasser; de outro, Dalva, com letras e músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.
Tudo começou com o samba Cabelos Brancos, respondido por Dalva com Tudo acabado. Seguiram-se Caminhemos, Quarto Vazio, Caminho Certo e Segredo, de Herivelto; rebatidas por Calúnia, Errei sim e Mentira de Amor, cantadas por Dalva.
Em 1950, Herivelto formou um novo trio. Seriam várias formações até a década de 80. Em 1952, casou-se com a terceira esposa com quem teve três filhos.
Herivelto Martins faleceu aos 80 anos, em setembro de 1992, em consequência de uma embolia pulmonar.
Informações de Anna Vachianno,
curadora da exposição As estrelas Dalva de Oliveira e Herivelto Martins
Veja Herivelto Martins cantando Ave-Maria no Morro com seu filho Pery Ribeiro.