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Gregório de Mattos
Um filme de Ana Carolina Teixeira Soares
Com Waly Salomão, Marília Gabriela, Ruth Escobar e Guida Viana, Tonio Carvalho, Rodolfo Bottino, Eliza Lucinda, Xuxa Lopes e Virginia Rodrigues
2002 - 70 minutos

No século XVII, na Bahia, surge o poeta que irá anunciar, com sua trágica vida e sua impressionante obra, o perfil tenso e dividido do povo brasileiro Gregório de Mattos, o Boca do Inferno (1636 – 1696).

 



O filme não é a reconstituição dramática e real de sua vida.

São momentos de sua vida na força desmedida de seus versos.

O imenso Gregório de Mattos - inadaptado contumaz - cria situações desconfortáveis para os poderosos e, desafiador, declina os cargos que lhe são confiados. Cai em desgraça e nada mais lhe resta senão encarar as horas amargas da vida na colônia.

Sibilando, tenta adaptar-se à Bahia que reencontra, espoliada pelo comércio português, pelos agiotas e pelas injustiças. Quadro vivo de um país começando a se fazer.

É aqui, com suas sátiras e eróticas, que Gregório de Mattos vai revelar sua genialidade criando a representação artística da vida brasileira, esculpindo com cuspe e fogo as matrizes de nossas diferenças, engendrando o encardido ninho de nossa identidade.

É aqui que seus versos vão desassossegar a Igreja, o Rei, os poderosos e assanhar o povo.

É aqui que Gregório será sacrificado, degredado e condenado a uma morte miserável e anônima.

É aqui que ele romperá a cadeia do esquecimento e vai reaparecer, moleque, totalmente identificado com este povo e por este povo identificado.

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