| Acta
Diurna – Luís da Câmara Cascudo
Câmara
Cascudo iniciou-se no jornalismo em A Imprensa, jornal
de propriedade do seu pai, Coronel Francisco Cascudo, com
a coluna Bric-à-Brac, expressão francesa
que significa amontoado de coisas velhas à venda ou
baú de onde se tiram coisas novas e velhas. A Imprensa
foi fundada em 1914 e funcionou até 1927, com recursos
próprios do Coronel Cascudo. Escreveu depois no jornal
A República, que já era o melhor jornal
do Estado do RN. Na República criou três colunas:
Biblion, Biblioteca e Acta Diurna.
A coluna Biblion foi lançada em julho de 1928,
foi suspensa nos anos 30 e reapareceu no último trimestre
de 1933. Nela, Cascudo comentava livros que recebia de escritores
locais e de outros Estados. A coluna Biblioteca,
similar em conteúdo à coluna anterior, foi lançada
em maio de 1939 e publicada diariamente até setembro
deste mesmo ano. A Acta Diurna foi iniciada em maio
de 1939 e mantida, diariamente, até 1960. Foram publicados,
na totalidade, 1.848 artigos dos mais variados assuntos, não
apenas no jornal A República mas também
no Diário de Natal, obedecendo a seguinte
ordem cronológica:
• De 1939 a 1946: editada pelo jornal A República
• De 1947 a 1952: editada pelo jornal Diário
de Natal
• De 1953 a 1958: a coluna foi suspensa
• De 1959 a 1960: a coluna volta a ser publicada pelo
jornal A República |