Alguns livros que falam sobre Carlos Estevão.

 

História da Caricatura no Brasil
Herman Lima
Livraria José Olympio - 1963

 

No livro (em 4 volumes) que é uma das mais importantes referências sobre o tema, Herman Lima dedica sete páginas a Carlos Estevão e diz que seu humorismo (...) é sarcástico, visa principalmente o lado mais doloroso das fraquezas humanas, que o artista procura pôr a nu, em seu jogo habitual de antíteses cruéis. Suas criaturas são profundamente desventuradas, ocultando, sob a máscara de uma filosofia otimista, a dura soma de fracassos e de frustrações de toda uma existência cinzenta e sem horizontes. O expoente dessa filosofia de falidos na vida é o conhecido personagem de suas melhores histórias, o Dr. Macarra, sempre a explicar suas misérias pretéritas sob a química de uma superlativa e mirabolante vantagem (...).

     
 
O Império de Papel - Os bastidores de O Cruzeiro
Accioly Netto
Editora Sulina - 1998
 
Em suas memórias, o chefe de redação da revista O Cruzeiro lembra que Carlos Estevão, rapaz desinibido e alegre, era famoso por suas gargalhadas estrondosas. (...) fez muitos amigos porque, além de inteligente e dono de uma imaginação inesgotável, era fundamentalmente honesto.
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Caricaturistas Brasileiros
Pedro Corrêa do Lago
Sextante - 1999
 
Nesse livro que aponta 40 nomes que fizeram a História da caricatura no país, o autor diz que um dos mais reconhecíveis desenhos para os leitores de O Cruzeiro nas décadas de 50 e 60 foi o de Carlos Estevão (...) deixou uma obra que é hoje cada vez mais apreciada e onde o humor é de primeira qualidade. Seu traço personalíssimo marcou uma presença indelével na memória de seus contemporâneos (...).
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Cobras Criadas
Luiz Maklouf Carvalho
Editora Senac - 2001
 
Cobras Criadas é, basicamente, a biografia do jornalista David Nasser. Como o autor percebeu ser impossível separar a vida de Nasser da história da revista O Cruzeiro, acaba falando também de seus principais personagens. Sobre Estevão, ele conta que o desenhista pode ser visto em um momento bem descontraído na edição de 10 de abril de 1964, na qual aparece fantasiado de ladrão, com máscara nos olhos revólver de brinquedo na mão direita, a enlaçar Terezinha Austregésilo, neta de Athaide, em animada dança.
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