Carlos
Estevão de Souza nasceu em Recife, Pernambuco, no dia 16
de setembro de 1921. Filho de Estevão Pires de Souza e Maria
Salomé de Souza, descendentes de portugueses que se instalaram
na Paraíba e em Pernambuco. O casal teve ainda outros cinco
filhos: Mário, José, Antônio, Alberto e Maria
de Jesus.
Estudou
no Ginásio Pernambucano e no Colégio Salesiano. Nunca
teve aulas de desenho ou pintura. Começou a trabalhar na
Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio, onde
fez seus primeiros trabalhos como desenhista, na área de
arquitetura. Trabalho interrompido quando entrou para o Exército.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial, foi promovido a cabo e,
depois, a sargento, posto no qual deu baixa, quatro anos depois,
após o término do conflito.
Em
1946, já casado e com um filho, foi para o Rio de Janeiro.
Trabalhou na revista Diretrizes e no Diário
da Noite, de propriedade dos Diários Associados. Lá,
em 1948, desenhou a tira cômica Ignorabus, o contador de histórias,
que tinha textos de Vão Gôgo (Millôr Fernandes).
Logo começa a trabalhar na revista O
Cruzeiro, na qual permaneceu até o fim de sua vida.
Na
Cruzeiro, fez ilustrações, caricaturas, manteve
página de charges com seu nome e criou séries como
O casamento antes e depois, Ser mulher, Perguntas
inocentes, As aparências enganam, As duas
faces do homem, Acredite querendo e Palavras que
consolam. Desenhava também, interinamente, O Amigo
da Onça, quando seu criador – o também
pernambucano Péricles Maranhão – atrasava. Com
a morte do amigo, na virada de 1961 para 1962, Estevão recebeu
um “convite-imposição”
da revista e acabou herdando o Amigo da Onça.
Em
1960, já em uma segunda união, vai morar em Belo Horizonte,
Minas Gerais. Continua seu trabalho para a revista O Cruzeiro
e para outros veículos dos Diários Associados, chegando
a desenhar mais de 450 piadas por ano.
Em
1962, edita a revista Dr. Macarra. A publicação
teve nove números.
Faleceu
no dia 14 de julho de 1972, em Belo Horizonte.
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