Postado em 17 de dezembro de 2007, segunda

No caminho do avião

Personalidade das mais cultuadas e bem trabalhadas nos últimos tempos, Câmara Cascudo ganha, esta semana, edição de livro inédito. No caminho do avião... Notas de reportagem aérea (1922-1933) será lançado nesta terça, 18 de dezembro, em Natal, terra do autor.

O lançamento faz parte da III Semana Câmara Cascudo que traz ainda um debate – Câmara Cascudo: Pesquisa e Conhecimento – no Programa Grandes Temas, da TV Universitária (Natal, RN, nesta segunda, às 20h30); contação de histórias no Memorial Câmara Cascudo (quarta, dia 19, às 9h); e mesa redonda sobre o tema Câmara Cascudo, repórter da aviação, seguida de abertura da exposição Cantos de Cascudo (Museu Câmara Cascudo, Natal, RN, a partir das 9h, na quinta, dia 20).

 
Postado em 28 de novembro de 2007, quarta

Exposição da TV Cultura vai até 9 de dezembro

Para quem mora ou vai passar por São Paulo até 9 de dezembro, ainda há tempo de conferir a exposição Infância & Fantasias, da TV Cultura, que mostra figurinos originais de programas infantis como Bambalalão, Catavento, Castelo Rá-Tim-Bum, Cocoricó e X-Tudo, dentre outros.

Além de roupas, há também painéis com imagens e croquis dos figurinos; TVs Bonecos nas quais podem ser assistidos alguns dos episódios da programação infantil da TV Cultura; o guarda-roupa do Júlio – personagem do Cocoricó, e o histórico pássaro Garibaldo, um dos protagonistas da série Vila Sésamo, transmitida em 1972.

Infância & Fantasias pode ser vista de terça a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural (Praça da Sé, Centro, São Paulo). A entrada é franca.
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Postado em 24 de julho de 2007, terça

Cascudo - 20 Anos de Encantamento, o livro

Será lançado nesta quinta, 26 de julho, o livro Câmara Cascudo – 20 anos de Encantamento. O evento acontecerá às 19h na Livraria Siciliano (Midway Mall), em Natal. O livro registra as atividades realizadas no período de 23 a 31 de julho de 2006, alusivas à memória de Câmara Cascudo.

Organizada por sua neta, Daliana Cascudo, a coletânea apresenta discursos e artigos que saíram na imprensa sobre o evento. Dele fizeram parte diversas atividades em instituições como a Academia Norte Riograndense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do RN, Universidade Potiguar - UnP, Livraria Siciliano, Núcleo Câmara Cascudo - UFRN, Biblioteca Pública Câmara Cascudo, Memorial Câmara Cascudo e Museu Câmara Cascudo. No livro está todo o material produzido durante aquela semana, com transcrição integral.

Dentre os textos publicados estão: Um sol iluminando o Brasil, de Diógenes da Cunha Lima; Labirintos Cascudianos, de Vicente Serejo; Saudade do meu pai, de Anna Maria Cascudo Barreto; Mestre Câmara Cascudo e o IHG/RN, de Enélio Lima Petrovich; Uma serenata para o mestre Cascudo, de Cláudio Galvão; Cascudo: vinte anos depois, de Murilo Melo Filho; Tempos de Cascudo, de Moacyr de Góes; A cada dia mais vivo, de Sandro Fortunato (editor do Memória Viva); Um mestre e uma fonte, de Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes; Cascudo.doc, de Gilmar de Carvalho e Duas décadas sem Cascudo, o erudito popular, de Marcos Silva.

 
Postado em 13 de julho de 2007, sexta

Luz, Carlos Estevão e Appe

Após 9 anos on line e um percurso cheio de descobertas, prêmios e reconhecimento de vários setores, Memória Viva volta a dar atenção ao motivo que deu lhe deu origem: os sites biográficos.

Na próxima quinta, 19 de julho, disponibilizaremos atualizações no site em homenagem a Luz Del Fuego. Lançado em 21 de março de 1998, rapidamente teve grande aceitação do público e chamou a atenção da imprensa especializada. Um mês depois, estava criado o Memória Viva, reunindo outros nomes como Tancredo Neves, Jesiel Figueiredo, Grande Otelo e Wilson Grey.

Nas atualizações do site sobre Luz del Fuego, veremos trechos de seus dois raríssimos livros – Trágico Black-Out (1947) e A verdade nua (1948). O primeiro, que está completando 60 anos de publicação, teve uma única edição de mil exemplares. Mais da metade foi comprada e destruída por um irmão da autora. O segundo, no qual ela fala sobre seu ideal naturista, teve a primeira edição recolhida pela polícia. Luz ainda comercializou uma segunda edição através de pedidos feitos por correio. Além disso, o site foi revisado e apresentará mais informações.

Também teremos, no início de agosto, um lançamento duplo na área de sites biográficos: Carlos Estevão e Appe. Os dois são conhecidos principalmente por seus trabalhos na revista O Cruzeiro.

Carlos Estevão foi o criador de séries como O casamento antes e depois, Ser mulher, Perguntas inocentes, As aparências enganam, As duas faces do homem, Acredite querendo e Palavras que consolam, além do inesquecível Dr. Macarra, que chegou a ter revista própria, em 1962.

Seu humor era o mais popular e ácido dentre os desenhistas que fizeram fama nas páginas de O Cruzeiro. Com a morte de Péricles Maranhão, na virada de 1961 para 1962, Estevão recebeu a incumbência de manter a página semanal do Amigo da Onça, que desenhou até sua morte em 1972.

Appe, que faleceu em agosto de 2006 e já foi pauta de postagens recentes no Blog Memória Viva, também ganhará seu próprio site. Chargista, cartunista e artista plástico, o acreano Anilde Pedrosa publicou pela primeira vez aos 20 anos em um jornal em Manaus. Seis anos depois, em 1946, mudou-se para o Rio. Passou por várias publicações até chegar às revistas A Cigarra e O Cruzeiro, em 1953. Nesta, fazia principalmente as charges da seção política, - até ganhar sua própria coluna, a página dupla Blow-Appe.

Para 2007, teremos ainda o lançamento do site em homenagem a Lima Barreto.

Participe de nossas comunidades no Orkut:
Memória Viva
O Cruzeiro
Carlos Estevão
Appe

 
Postado em 11 de julho de 2007, quarta

19° Troféu HQMix homenageia cinco ilustradores

Acontece nesta quarta, 11 de julho de 2007, às 20h no Teatro do SESC Pompéia (Rua Cléia, 93 – São Paulo) a entrega do 19º Troféu HQMix. A cerimônia terá apresentação de Serginho Groisman e participação da banda do Altas Horas. A entrada é gratuita.

Além da costumeira premiação, este ano o Troféu HQMix homenageará cinco desenhistas falecidos em 2060 e 2007 - Appe, Lage, Ely Barbosa, Conceição Cahú e Joacy Jamys.

Os cinco serão lembrados através imagens em um telão e por plotagens que contaram com a participação do caricaturista Bira Dantas (veja as caricaturas de Appe, Lage e Conceição Cahú). Logo abaixo, em primeiríssima mão e com exclusividade, o banner que homenageia Appe.

O caricaturista e ilustrador também ganhará site no Memória Viva ainda este mês. Para saber mais a respeito de Appe e trocar idéias com outros admiradores de seu trabalho, você pode participar da Comunidade Appe, no Orkut.

Quem está fora de São Paulo, pode acompanhar a cobertura do Troféu HQMix pelo Blog dos Quadrinhos.

 
Postado em 28 de maio de 2007, segunda

A Dama da viola percorre o país

Helena Meirelles nasceu em 13 de agosto de 1924, em Mato Grosso do Sul. Aprendeu a tocar viola sozinha quando isso era coisa só para homem. Muito conhecida e admirada por várias gerações, desapareceu por quase 30 anos até ser redescoberta por uma matéria na revista americana Guitar Player, no início dos anos 1990. Em 1993, a mesma revista a colocou na lista dos 100 mais do mundo por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas. Outros nomes da lista: B. B. King, Eric Clapton e George Benson.

Casou-se três vezes e teve onze filhos sem qualquer auxílio no parto de qualquer um deles. Criou apenas Francisco e Balbino. Este último, filho de seu companheiro Constantino, com quem viveu por mais de 40 anos e até o final de sua vida. Helena faleceu no dia 28 de setembro de 2005.

O documentário Helena Meirelles, a Dama da viola, do produtor e diretor Francisco de Paula, mostra a vida, o local onde viveu, os costumes e a música dessa lendária figura. O primeiro contato com a violeira e sua família foi no final da década de 1990, mas, por dificuldades em captar recursos, o filme foi gravado em várias fases a partir de 2001 e finalizado em 2004. Foi exibido pela primeira vez no FestRio 2004 com a presença de Helena. Aos 80 anos, era a primeira vez que ela entrava em um cinema.

A Dama da viola apresenta depoimentos de admiradores, explica costumes locais, mostra a influência paraguaia na música do Mato Grosso do Sul e tem uma estrela contadora de causos – quase todos tendo ela própria como protagonista.

Nos últimos três anos, o filme tem percorrido vários festivais de cinema pelo Brasil e pelo mundo. Em 2006, chegou finalmente às salas comerciais. Em maio de 2007, foi exibido em uma sala do Cinemark em Brasília. Na primeira semana, concorreu com três cópias de Homem-Aranha 3. Na segunda, o aracnídeo ganhou o reforço de três cópias de Piratas do Caribe 3.

Francisco de Paula já está acostumado a combater super-poderes. No ano passado, o filme havia enfrentado Homem-Aranha 2 e X-Men 3. Mesmo assim, o diretor se mantém fime. Viaja junto com uma das duas cópias existentes do filme, conversa com o público e é quase totalmente ignorado pela imprensa, que prefere enaltecer as aventuras dos super-heróis americanos.

O documentário de 75 minutos segue agora para o interior de São Paulo. Em 2008, deve chegar ao formato de DVD com extras e várias músicas de Helena Meirelles.

Escolas, universidades e outras instituições interessadas em exibir o filme podem entrar em contato com o diretor pelo seu e-mail.

Postado em 24 de maio de 2007, quinta

Amilde ou Anilde?

Há nove anos no ar, Memória Viva é uma referência de informações seguras – e muitas vezes inéditas. Qualquer mínimo deslize, nas raras vezes em que acontece, costuma ser corrigido assim que descoberto ou apontado (pelo que sempre agradecemos aos nossos usuários).

Em agosto de 2006, aqui mesmo no Blog MV, noticiamos a morte de Appe, chargista e caricaturista da revista O Cruzeiro. Uma leitora, casada com um parente de Appe, contestou a forma como grafamos seu nome: Amilde Pedrosa. Segundo ela, o correto seria Anilde (com “n”). Imediatamente informamos que todas as referências bibliográficas que tínhamos e também as da própria O Cruzeiro grafavam, invariavelmente, Amilde (com “m”). E lá fomos nós a São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, desvendar essa história.

E aqui está. Ela nos foi contada por D. Neusa Pedrosa, viúva de Appe.

O casal iniciou o romance no início da década de 60 e logo foi morar junto. Mas D. Neusa era desquitada (na época não existia divórcio no Brasil) e só em 1972, após a morte de Carlos Estevão (com quem foi casada antes), eles puderam finalmente se casar. Appe era um desastre com documentos. Para poder se casar, foi preciso pedir uma segunda via de sua certidão de nascimento, em Sena Madureira, no Acre, pois ele não tinha o documento. Quando a certidão chegou, D. Neusa, que até então vivia com Amilde, descobriu que na verdade vivia com Anilde. Nessa segunda via, o nome ANILDE aparece em destaque, corrigindo a informação que havia sido dada pela própria D. Neusa para consegui-la.

Finalmente: Anilde ou Amilde? Ambos. O nome de Appe realmente é Anilde, mas ele sempre disse que era Amilde. D. Neusa conta que Appe não gostava do nome. Ainda quando criança, os colegas o chamavam de anil, um produto que era usado para clarear roupas. Para escapar do apelido indesejado, ele dizia que seu nome era Amilde.

Chegando ao Rio, na década de 40, continuou dizendo que seu nome era Amilde. Em suas carteiras funcionais, nos vários jornais e revistas pelos quais passou, era sempre Amilde. E assim ficou.

E Appe? As iniciais, AP, seria apartamento. Ape, macaco em inglês. P dobrado e pronto! Estava criado o nome que seria imortalizado nas páginas da revista O Cruzeiro.

Mas Memória Viva não foi até São Pedro da Aldeia só para ouvir essa história. Estamos produzindo um site em homenagem a Appe, que deverá ser lançado em julho deste ano. Para começar o aquecimento, você pode entrar na Comunidade Appe, no Orkut, e também apreciar, logo abaixo, três facetas do mestre: caricaturista, pintor e chargista.

E pode chamar como preferir: Anilde ou Amilde. Appe só tem um.

 
Postado em 7 de fevereiro de 2007, quarta

João de Jesus d’O Cruzeiro

Sabe como o trabalho colossal do site Memória Viva é pago? Com e-mails como este:

Não posso falar da minha infância sem falar da revista “O Cruzeiro”.

Meu pai trabalhou nesta revista até sua última edição em 1975, e sempre que tínhamos uma oportunidade lá estava eu e minha irmã no prédio azul da rua do Livramento. Lembro do orgulho de meu pai de nos apresentar para cada um de seus colegas de trabalho e como era bom pegar o elevador para conhecer cada andar do prédio. Ainda guardo na memória o dia que fomos ver a impressão das revistas. Era fascinante.

Quantas lembranças... As festas de Natal, as distribuições de brinquedos para os filhos dos funcionários, as excursões e as festas no clube E.G. O Cruzeiro F.C., onde em 1968 minha irmã foi coroada Rainha da Primavera.

Tínhamos uma coleção de revistas em casa. O “O Cruzeiro” era guardado cronologicamente, como relíquia e usado para pesquisas escolares, porém sem recortar. O Amigo da Onça era a única página retirada da revista para compor um arquivo próprio e que resiste até hoje. Lembro também da revista A Cigarra de onde minha mãe retirava os modelos dos nossos vestidos e que tive o prazer, já adolescente, de contribuir para uma reportagem sobre pintura em tecido, na sua última edição, e que guardo até hoje.

Meu pai era João de Jesus Costa, ou carinhosamente, Joãozinho ou Jesus, como era chamado pelos colegas. Trabalhou no Departamento Pessoal.

Regina Mendes Costa

A reprodução (autorizada pela autora) do e-mail fica como uma homenagem a João de Jesus Costa e a todos que moviam a imensa engrenagem da revista mas não eram conhecidos do público.

 
Postado em 1º de dezembro de 2006, sexta

Acervo do Memória Viva em fase de catalogação

Para quem estava esperando o tão anunciado banco de dados com O Pasquim, uma ótima notícia: Memória Viva resolveu ampliar esse trabalho e catalogar todo o seu acervo.

O site possui hoje cerca de 8 mil edições de periódicos brasileiros. A primeira fase da catalogação está focada no jornal O Pasquim (já que o trabalho começou por ele) e nas revistas O Cruzeiro e Realidade.

Isso quer dizer que todos os jornais e revistas estão sendo digitalizados e estarão disponíveis? NÃO. Algumas matérias publicadas na imprensa chegaram a dizer textualmente: a publicação da coleção inteira de O Pasquim já foi liberada por seus antigos donos. Tamanho absurdo jamais foi declarado! Quem acompanhou o Blog do Pasca sabe que o referido trabalho é uma indexação de toda a coleção do jornal, isto é, um banco de dados no qual se poderá pesquisar por data, edição, colaborador, tema, matéria e palavras-chaves.

Alguns colaboradores do jornal, como Ziraldo (que se mostrou extremamente entusiasmado pela idéia) e Luiz Carlos Maciel (atendendo a pedido de nossa colaboradora Patrícia Marcondes, que defendeu tese de Mestrado sobre seu trabalho) liberaram gentilmente suas colaborações para publicação no Memória Viva. Anna Fortuna, filha de Reginaldo Fortuna, também liberou parte do trabalho do pai. Jamais se pensou emdigitalizar e disponibilizar o jornal na íntegra.

O que é a catalogação?

Os três títulos mencionados estão sendo catalogados. Todas as edições que fazem parte do acervo do Memória Viva – a coleção completa de O Pasquim, quase toda a coleção de Realidade (cerca de 100 edições) e aproximadamente quatrocentas edições de O Cruzeiro – estão sendo indexadas em um gigantesco bando de dados onde se poderá pesquisar o que foi publicado nelas (veja imagem ao lado).

E para que serve isso? Talvez para o internauta meramente curioso e que gostaria de ver como eram essas publicações, esse trabalho não tenha grande serventia. Para colecionadores, pesquisadores, acadêmicos que estudam esses periódicos, o banco de dados será uma ferramenta de extrema importância.

A idéia do banco de dados surgiu a partir do tipo mais comum de e-mail que costumamos receber nos últimos três anos: Vocês poderiam me dizer em qual edição saiu tal matéria?. Quase nunca pudemos dar uma resposta satisfatória. Isso demandaria um tempo de pesquisa e um serviço que não poderíamos oferecer. A catalogação acabará com isso. O próprio internauta poderá fazer sua pesquisa.

Quando o banco de dados estará on line?

Ainda não temos uma data definida, mas a primeira fase irá ao ar no primeiro semestre de 2007. A data exata e outros detalhes serão anunciados aqui no Blog Memória Viva.

 
Postado em 27 de novembro de 2006, segunda

Morre Jece Valadão, o eterno cafajeste

O ator e diretor Jece Valadão morreu nesta segunda-feira, vítima de arritmia cardíaca em conseqüência de problemas renais. Ele estava internado desde o dia 21 de novembro no hospital Panamericano.

Nascido Gecy Valadão, no dia 24 de julho de 1930, em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, fez teatro, TV e cinema por mais de 50 anos. Em cinema e TV, atuou em mais de 70 filmes, séries e afins.

Sua estréia na telona foi em Carnaval do Fogo (1949), produção da Atlântida, dirigida por Watson Macedo, que trazia no elenco nomes como Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte e José Lewgoy. Seu nome ficou mais conhecido com Rio 40 Graus (1955), um dos ícones do Cinema Novo, dirigido por Nelson Pereira dos Santos (Jece foi seu assistente neste filme), no qual interpretou Miro.

Jece Valadão produziu 39 filmes e dirigiu outros dezessete. Muitas vezes escrevia, produzia, dirigia e estrelava o mesmo filme. Construiu uma imagem de durão e se transformou em sinônimo de cafajeste, imagem que costumava fazer confundir com sua vida pessoal até se converter, em 1995, à fé evangélica. Depois disso, passou dez anos em recolhimento, morando em São Paulo.

Em 2005, publicou uma autobiografia, Memórias de um Cafajeste, participou da novela Bang Bang (Globo) e deu várias entrevistas falando de sua conversão. No início de 2006, apareceu como um bicheiro na série Filhos do Carnaval e nos últimos meses estava envolvido num documentário intitulado O Evangelho Segundo Jece Valadão.

Foi casado seis vezes. Uma delas foi com a atriz Vera Gimenez com quem teve Marco Antônio Gimenez, ator que faz o papel de Urubu na série Malhação. Diferente do que muitos pensam, Jece não é pai da modelo e apresentadora Luciana Gimenez (filha de Vera com João Alberto Abu Morad). Além de Marco, Jece tinha ainda outros sete filhos.

 
Postado em 3 de novembro de 2006, sexta

Jô Soares mostra Memória Viva em seu programa

Na madrugada desta sexta, 3 de novembro, durante entrevista com o cineasta João Moreira Salles, Jô Soares falou e mostou o site Memória Viva em seu programa.

Faltavam apenas cinco minutos para uma da manhã e o site recebeu tantos acessos que os internautas enfrentaram dificuldade para visualizá-lo.

 
Postado em 25 de outubro de 2006, quarta

Memória Viva no Metrópolis

Entre os dias 22 de setembro e 8 de outubro, o editor do Memória Viva, Sandro Fortunato, esteve em várias cidades do Brasil. Os compromissos foram variados. Pesquisas, entrevistas, workshops... Rio de Janeiro, São Paulo e Londrina foram algumas das cidades visitadas.

Em São Paulo, Sandro Fortunato gravou duas matérias para a TV Cultura. A primeira para o Cultura Meio-dia, gravada e exibida no dia 28 de setembro. A outra foi para o programa Metrópolis (um dos melhores de nossa TV aberta), que foi ao ar na última segunda, dia 23 de outubro.

A matéria foi feita por Paulo Ramos, editor do Blog dos Quadrinhos, e mostra as constantes perambulações de Sandro Fortunato pelos sebos, além de falar sobre o trabalho de preservação de periódicos antigos pelo site Memória Viva.

O resultado pode ser visto na TV UOL (só para assinantes UOL) ou no YouTube.

 
Postado em 19 de setembro de 2006, terça

Editor do MV em Londrina

Clique para ver a programação completa do eventoO editor do site Memória Viva, Sandro Fortunato, participará do ECOS – I Encontro de Comunicação Social, que acontecerá em Londrina (PR), de 3 a 6 de outubro.

O evento é organizado pela faculdade Metropolitana Iesb e terá palestras, workshops, mini cursos e mesas redondas.

A participação de Sandro Fortunato estará concentrada no último dia do evento, 6 de outubro, sexta. Ele promoverá um workshop com o tema O real e o imaginário na construção do gênero biográfico. No encerramento do evento, às 21h, participa de uma mesa redonda que debaterá o tema Comunicação e Imprensa Histórica. Também estarão presentes a este painel os professores Hertz Wendel de Camargo, coordenador do curso de Jornalismo da Metropolitana Iesb, e Patrícia Marcondez.

O evento é aberto ao público. Datas, horários e inscrições estão informados no programa do I ECOS. Clique aqui para ver.

Antes de ir à Londrina, o editor do Memória Viva passa ainda pelo Rio de Janeiro e São Paulo. As datas e eventos dos quais participará serão divulgadas em seu site pessoal.

Em Brasília, alunos do IESB fizeram há poucos dias uma entrevista com Sandro Fortunato sobre o site em homenagem a O Pasquim. A matéria será veiculada esta semana nas dependências da faculdade.

 
Postado em 31 de agosto de 2006, quinta

Mais Cascudo

Republicação de toda a obra, dicionário crítico, uma edição inteira da revista Continente Documento, um dos maiores sites dedicados a uma personalidade brasileira, blog com atualização semanal, edição luxuosa de Prelúdio da Cachaça pela Confraria dos Bibliófilos do Brasil, peça teatral com seu nome, duas semanas de eventos dedicados aos seus 20 anos de encantamento... Cascudo nunca esteve tão vivo.

E a mais recente homenagem acaba de ser lançada em formato de livro. Cascudo - Guardião das nossas tradições foi lançado nesta quinta, 30 de agosto, em Natal.

Organizado pela professora Isaura Rosado, o livro tem como fonte o seminário Brasil descobre Cascudo, realizado em agosto de 1998, em comemoração ao centenário de nascimento do pesquisador.

Vinte autores assinam os textos. Dentre eles, Dorian Gray, Deífilo Gurgel, Nelson Patriota, Fernando Luis da Câmara Cascudo, Iaperi Araújo, Neuma Fechine, Mailde Pinto, Américo Pellegrine, Vânia Gicco, Atiço Vilas Boas, Pedro Vicente e Roberto Câmara Benjamim.

 
Postado em 21 de agosto de 2006, segunda

Primavera com Jaguar

Texto e foto Wilson Natal

São Paulo (SP) - Auditório lotado no final da tarde do último dia (domingo, 20) da Primavera dos Livros 2006, no Centro Cultural São Paulo. O encontro era com Jaguar.

O pai do Sig falou da trilogia d’O Pasquim e do primeiro volume, que acaba de ser lançado. Falou do passado, dos colaboradores e das personalidades que transitaram pelo jornal. Atiçado pela mediadora Marta Batalha, falou de tudo um pouco: sobre Leila Diniz - a musa Pasquiniana, sobre a reportagem Eu dormi com Jânio Quadros, trazendo à baila o caso de Jânio Quadros com Adelaide Carraro. Falou da relação hilária e tumultuada d’O Pasquim com a ditadura e a censura.

Falou sobre as colaborações de Chico Buarque, Gil e Caetano. Entre um fato e outro trouxe, lembrou do dia em que assediou uma socióloga americana e acabou levando um pé no saco. Foi muito divertido quando contou da peça que Leila Diniz estava fazendo, na qual um cachorro fazia ponta. Cachorro esse que acompanhava Leila à praia e não deixava ninguém aproximar-se dela. Contou também a verdadeira história do ratinho Sig.

Jaguar lembrou ainda de como foram os seus dias de prisão e a relação que tinha com os militares. E dos recos que, às escondidas, traziam-lhe garrafas de pinga. Garrafas que formaram uma pirâmide abaixo da janela de sua cela. Falou hilariamente sobre a sua fuga, indo esconder-se na casa do Flávio Cavalcanti, que era pró-ditadura.

Em seguida, foi a vez de a platéia fazer perguntas. Duas respostas foram interessantes: Que o jornal não seguia pautas e que a linguagem d’O Pasquim foi assimilada pela propaganda e não pelos jornais da época.

Depois da conversa, houve uma concorrida sessão de autógrafos.

Em setembro, Memória Viva lança um site especial sobre O Pasquim.

Postado em 9 de agosto de 2006, quarta

Morre o chargista Appe

Amilde Pedrosa nasceu em Sena Madureira, no Acre, segundo consta no livro Cobras Criadas, de Luiz Maklouf Carvalho, mas normalmente dizia-se que era amazonense. A família mudou para Manaus quando ele tinha 6 anos. Era um dos nove filhos de Eufrásio Martins Pedrosa e Dona Maria do Carmo.

Publicou sua primeira charge em 1940, aos 20 anos de idade, em um jornal local. Em 1946, mudou-se para o Rio.

No livro de Maklouf, há um breve histórico de Appe:

Teve rápida passagem pelo Diário da Noite e ficou dois anos ilustrando o jornal integralista A Vanguarda. O pessoal caía de pau porque eu fazia charges anticomunistas’, conta Appe.Mas eu sou um profissional, nunca tive cor ideológica’. Voltou para o Diário da Noite em 48, e de lá para A Cigarra e O Cruzeiro, em 53. Fazia principalmente as charges da seção política – até ganhar sua própria coluna, a página dupla Blow-Appe (...) Algumas charges tiveram problemas com a censura – uma delas mostra o Papai Noel levando ao Congresso Nacional um saco com a inscrição Cassações’”.

Chargista, cartunista e artista plástico, Appe morreu na última sexta-feira, dia 4 de agosto, aos 86 anos, em São Pedro da Aldeia (RJ).

 
Postado em 21 de julho de 2006, quinta

Cascudo - 20 Anos de Encantamento

O ano de 2006 marca os 20 anos de encantamento de Luís da Câmara Cascudo, ocorrido em 30 de julgo de 1986. O Memorial Câmara Cascudo, em parceria com diversas instituições, desenvolverá uma programação especial, no período de 23 a 31 de julho, com o objetivo de homenagear a memória daquele que é considerado o maior intelectual do Rio Grande do Norte e um dos mais importantes pesquisadores da cultura brasileira.

Veja a programação completa do evento no quadro abaixo.

DIA
HORA
LOCAL
ATIVIDADE
23
9 às 10h
Paraná/Francisco Beltrão
Palestra do Prof. Jorge Baleeiro de Lacerda, autor de Os Dez Brasis, na Rádio Princesa
24
a
31
8 às 20h
Biblioteca Pública Câmara Cascudo
Exposição Luís da Câmara Cascudo na Biblioteca Pública
24
a
31
8 às 17h
Museu Câmara Cascudo
Exposição Luís da Câmara Cascudo e a questão urbana em Natal,
pelo Prof. Pedro de Lima
25
a
31
8 às 17h
Museu Câmara Cascudo
Exposição Itinerário e Tributo a Cascudo
Curadoria da Profa. Dra. Wani Pereira
25
18h
Academia Norte-Rio-Grandense de Letras
Sessão solene com palestras do escritor Diógenes da Cunha Lima, da escritora Anna Maria Cascudo e do jornalista Vicente Serejo
26
16h
Memorial Câmara Cascudo
Abertura da exposição Câmara Cascudo: Uma história que o tempo não leva e lançamento do livro Cascudo - Guardião das nossas tradições, organizado pela Profa. Isaura Rosado
27
20h30
IHGRN
Sessão solene com palestra Cascudo e a música do RN do Prof. Cláudio Galvão
28
19 às 22h
UNP - Roberto Freire
Mesa redonda Um olhar sobre Cascudo com a escritora Anna Maria Cascudo, Prof. Francisco Fernandes Marinho e Profa. Marlene Mariz
29
18h
Livraria Siciliano Midway Mall
Lançamento do livro Leituras sobre Câmara Cascudo do Prof. Humberto Hermenegildo
30
10h
Igreja Bom Jesus das Dores
Celebração com Padre José Mário e participação do Madrigal da UFRN com preparação vocal de Cláudia Cunha e regência de Tércia Maria de Souza

 
Postado em 16 de julho de 2006, domingo

Jornal da Paraíba destaca descaso com prédios históricos

Em sua edição de 14 de julho, o Jornal da Paraíba destacou em manchete a ameaça a 120 prédios do Centro Histórico de João Pessoa.

A matéria, assinada por Aline Oliveira, diz que cerca de 120 prédios situados no Centro Histórico de João Pessoa estão em situação de risco, de acordo com o relatório de um levantamento realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico do Estado da Paraíba (Iphaep).

Sônia Gonzalez, coordenadora adjunta da Comissão do Centro Histórico, ressalta que a gente observa um tipo de abandono que gera uma degradação muito grande e se nada for feito, este patrimônio pode ruir.

Segundo a matéria, entre os mais preocupantes, estão duas casas da avenida Trincheiras, vizinho à Delegacia Regional do Trabalho e em frente à Câmara Municipal, sendo que uma delas está sem teto e o terreno do jardim está sendo utilizado como estacionamento.

Um relatório avaliando a situação do Centro Histórico de João Pessoa deve ser encaminhado na segunda-feira, dia 17, para a Defesa Civil do município e para o Ministério Público para que sejam tomadas providências.

 
Postado em 9 de julho de 2006, domingo

Memória Viva na coluna de Ancelmo Gois, n’ O Globo

Ancelmo Gois, um dos colunistas mais lidos do país, tem o poder. Memória Viva é prova disso.

Em sua coluna no jornal carioca O Globo deste domingo (9 de julho), Ancelmo falou sobre a digitalização da revista O Cruzeiro pelo Memória Viva.

A nota (reproduzida ao lado) fez a visitação do site subir de forma considerável no domingo, normalmente o dia de menor visitação na semana.

Aproveitamos a deixa para dar as boas novas sobre O Cruzeiro on line. A partir deste mês, voltamos a disponibilizar mais edições da revista. A primeira é a edição de 2 de fevereiro de 1930 que, dentre outras matérias, fala do assassinato de João Pessoa.

Atualmente, Memória Viva possui cerca de 50 edições já digitalizadas e outras 50 em processo de digitalização. A partir de setembro, as atualizações voltam a ser semanais.

 
Postado em 8 de julho de 2006, sábado

Vedetes e revistas são homenageadas em novela